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Novos espaços de trabalho estão mudando as relações no trabalho

Por MF Press Global

O mundo passa por mudanças e, com isso, também as relações e formas de trabalho mudaram. Recentemente o teletrabalho (home office) obteve sua regulamentação com a chamada Reforma Trabalhista (Lei 13.467 de 13 de julho de 2017). A partir de então, a lei permite maior segurança a empregados e empregadores, por isso, muitos negócios têm migrado suas atividades administrativas e operacionais para o sistema home office, com escritórios nas residências de seus contratados, funcionários celetistas ou prestadores terceirizados de serviços.

Valter Dal Bello, Gerente de inovação da Agência de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico de Lins (ADETEC) explica que o crescimento da tecnologia também facilita esse tipo de trabalho. “A expansão das redes de comunicação e a popularização dos dispositivos portáteis, como os computadores e os smartphones, tornaram este tipo de trabalho acessível de qualquer lugar onde exista um sinal de internet disponível. Além disso, possibilitam, provavelmente com menor custo, um maior conforto e um bom nível centralizado de controle” afirma.

Espaços compartilhados 

Por vezes, buscando o melhor custo benefício e maior conforto, muitos desses trabalhadores buscam espaços compartilhados para suas empresas, os chamados coworkings. Historicamente, o coworking, surgiu da necessidade de espaços compartilhados para otimização de recursos, mas acabou se tornando um ambiente colaborativo.

O coworking é um local onde indivíduos ou grupos podem compartilhar o mesmo ambiente sem interferir nas atividades alheias. Cada profissional trabalha em busca de seus respectivos resultados e o local de trabalho deve ter condições para lhe proporcionar isto. A modalidade tem crescido em todo o mundo e no Brasil.

Um levantamento feito pelo Coworking Brasil detectou 1.194 unidades até março de 2018, tendo crescido mais de 400% desde 2015.

Relacionamentos compartilhados

Além do menor custo, os espaços de coworkings também proporcionam contato com vários mundos, mais felicidade no trabalho, mais networking, mais produtividade e mais aprendizado.

Valter Dal Bello explica que o coworking não pode ser apenas um lugar para trabalhar e economizar no aluguel de uma sala comercial. “Ele deve ir além do espaço e do ambiente favorável ao networking, ele deve proporcionar diferentes atividades e experiências para seus clientes, os chamados coworkers” aponta.

Em coworkings é comum a coexistência de freelancers, profissionais independentes de diferentes áreas, microempresários, empreendedores individuais, pequenas empresas, professores, estudantes e projetos de empresas de médio ou grande porte. Por isso, o espaço tem que ser pensado para os vários perfis de usuário. Além do escritório básico, tem que ser pensada, também, uma agenda de atividades que possa inspirar todos que participam do ambiente, clientes ou funcionários.

André Fassa, Presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico de Lins (ADETEC), aponta que, atualmente, o mais importante em um coworking é, além de compartilhar o espaço de trabalho, compartilhar sobretudo as relações de trabalho. “Muitas vezes o crescimento dos espaços de coworking não estão tão ligados apenas à diminuição de custos, mas principalmente possibilidades de negócios, sinergia, networking”, finaliza.

Sobre a ADETEC

A ADETEC é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos, que existe desde fevereiro de 2001, e que nasceu para apoiar iniciativas no domínio das políticas públicas na cidade de Lins (SP) e região. Ela é uma associação formada por empresas privadas, centros universitários e entidades do poder público, que trabalham com o objetivo principal de executar atividades relacionadas a desenvolvimento, tecnologia, empreendedorismo e inovação.

 

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