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Buscando serenidade em meio ao caos

Por Gizele Toledo

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Diante de tantas tragédias que têm acontecido, precisamos fazer uma higiene mental. É urgente que façamos a escolha entre assistir, ler e consumir todas as notícias horripilantes, que contam cada detalhe dos acontecimentos terríveis, ou olhar, apreciar, exaltar e bendizer todas as outras coisas maravilhosas que estão ao mesmo tempo acontecendo.

De que adianta ficar contando para as outras pessoas, em minúcias, como foi o massacre, como foi o incêndio, como foi o atentado? O que ganhamos com isso? Por outro lado, se houver algo que você possa fazer – e sempre tem – para ajudar os que ficaram e que estão sofrendo diretamente pelas tragédias, faça. Se houver algo que você possa fazer para evitar que aquilo se repita, faça.

Precisamos parar de perder nosso tempo absorvendo e transmitindo notícias ruins e começar a agir. Primeiramente, dentro da nossa própria casa, na nossa família, entre nossos amigos, a começar por largar o smartphone e conversar olhos nos olhos. O mundo precisa de mais afagos, abraços, atenção. Isso sim demanda nosso tempo e traz resultados para que possamos evitar muitas tragédias.

Coisas horríveis aconteceram nos últimos dias, mas eu me afastei o máximo que pude de me informar com riqueza de detalhes das atrocidades ocorridas, porque isso não tem nada a me acrescentar como ser humano, mas muito a me ferir.

A gente não é só o que a gente come, o que a gente veste, o que a gente estuda, o que a gente faz. Também somos feitos do que assistimos, lemos, ouvimos. Por meio dos sentidos, podemos trazer para a nossa existência uma carga negativa ou positiva. Prestemos atenção ao que estamos trazendo para a nossa vida, emocionalmente, espiritualmente, fisicamente.

Isso não significa que devamos ficar alienados. Podemos e devemos saber o que está acontecendo a nossa volta, mas não precisamos nos aprofundar nos pormenores do terror; não faz sentido nos abastecermos de detalhes mórbidos, pois isso não vai ajudar ninguém a nada – nem a você, nem àqueles que foram diretamente afetados. Por outro lado, quando nos alimentamos de notícias boas, luz, pessoas do bem, olhar positivo sobre o mundo, ganhamos força para lutar e agir para transformar, para cultivar e multiplicar a bondade.

O tempo que estamos gastando no celular lendo e compartilhando particularidades sombrias das tragédias, poderíamos usar de uma forma mais proveitosa, dando atenção ao filho ou a uma outra criança, em casa, na rua ou em um abrigo, onde realmente conseguimos fazer a diferença.

A cada despertar, de forma consciente, façamos as nossas escolhas.

Todo respeito às vítimas de Suzano, da Nova Zelândia, da Etiópia e de Brumadinho, na esperança de dias melhores.

 

Gizele ToledoGizele Toledo é jornalista formada pela PUC-Rio, especialista em Jornalismo Cultural, pela Uerj, e em Docência do Ensino Superior, pela Ucam.  Apaixonada pela vida, atualmente mergulha nas descobertas a respeito da felicidade, inspirando-se nos conhecimentos de escritores como Eckhart Tolle e Louise Hay. Gizele Toledo escreve contos, poesias, artigos e é autora do blog www.gizeletoledo.blogspot.com, intitulado Mania de Ser Feliz. Atuou como apresentadora de TV, repórter, produtora, roteirista, mestre de cerimônia, assessora de comunicação social. Em sua trajetória, frequentou escolas de jazz, ballet, sapateado, canto coral, teatro, redação, entrevista, interpretação para TV, modelo, manequim, empreendedorismo, inglês, francês, espanhol, alemão e Língua Brasileira de Sinais. Gizele Toledo é coautora do livro Felicidade em Foco, da editora Conquista, e colunista da Folha do Rio de Janeiro, produzindo textos e vídeos que trabalham a autoestima, elevam o ânimo e motivam, com dicas para uma vida mais satisfatória e feliz. Acompanhe o trabalho da autora aqui e também no blog www.gizeletoledo.blogspot.com, no Instagram @gizeletoledo, nos canais “Gizele Toledo” e “Mania de Ser Feliz” do YouTube (clique aqui para conhecer) e curta a página no Facebook www.facebook.com/gizeletoledo2.

 

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