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Passagem de ônibus no Rio vai custar R$ 3,95

Por Agência Brasil

Passagem de ônibus no Rio vai custar R$ 3,95. Foto: Agência Brasil

Passagem de ônibus no Rio vai custar R$ 3,95. Foto: Agência Brasil

Um acordo assinado na manhã desta sexta-feira (1º) pelo prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, e o Rio Ônibus, sindicato das empresas de ônibus, prevê o aumento da passagem, de R$ 3,60 para R$ 3,95, em troca de compromissos de melhorar a prestação de serviços. O prefeito disse, entretanto, que esse valor poderá baixar, caso haja redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o que fazia parte das revindicações da greve dos caminhoneiros.

“Há o compromisso de sentarmos para revermos [a tarifa] se o ICMS for baixado, se for diminuído pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro”, ressaltou Crivella.

No acordo, o Rio Ônibus se compromete a retirar ações judiciais contra a prefeitura e, depois disso, poderá realizar o reajuste de R$ 0,35 em 10 dias. Segundo a prefeitura, os processos poderiam custar R$ 180 milhões aos cofres municipais.

O valor  das passagens de ônibus era motivo de disputas judiciais que envolveram as empresas, a prefeitura e o Ministério Público. O acordo dá mais prazo para que as empresas ônibus cumpram um antigo compromisso: climatizar 100% da frota, o que, conforme os novos termos, deve ocorrer de forma progressiva até setembro de 2020, antes das próximas eleições municipais.

Até o fim deste ano, as empresas de ônibus terão que climatizar 60% dos veículos, e, ao fim de 2019, o patamar terá que chegar a 80% da frota.

Histórico

Um decreto da prefeitura do Rio de 2014 já previa a climatização de toda a frota que circula na cidade até o fim de 2016. Na época, a decisão incluiu um aumento de R$ 0,20 nas passagens.

Antes de o prazo terminar, em 2016, a prefeitura publicou um decreto reduzindo a meta de climatização para 70% das viagens na cidade, o que gerou reação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.

Ao longo do ano passado, decisões judiciais reduziram o valor da passagem até R$ 3,40, e o valor foi novamente reajustado, em 2018, para R$ 3,60.

Caixa-preta

Além das metas de climatização, o acordo obriga os consórcios de empresas de ônibus a apresentar balancetes trimestrais de suas operações contábeis e financeiras em um prazo de até 60 dias após a assinatura do termo. A falta de transparência das empresas do setor foi questionada em diversos momentos nos últimos anos, inclusive nas manifestações de junho de 2013, e ficou popularmente conhecida como “caixa-preta” das empresas de ônibus.

“As empresas pequenas, que não tiverem condições de apresentar seu balanço na hora certa ao sistema, à prefeitura e à fiscalização, vão perder a concessão e as que estão apresentando e tendo transparência vão assumir as linhas”, diz o acordo.

Os consórcios terão prazo de 24 horas para assumir 50% das linhas que forem operadas por empresas que descumpram o acordo. Em 30 dias, todas as linhas dessas empresas terão que voltar a funcionar.

O Rio Ônibus também se comprometeu a doar matéria-prima para recapeamento de ruas e pistas do BRT.

Modernização

A prefeitura informou que está em negociações avançadas com o Rio Ônibus para implementar outras medidas que modernizem a frota, como internet wi-fi em ônibus novos e entrada USB, para o carregamento de celulares. Na próxima quarta-feira (6), uma reunião entre empresas de ônibus, prefeitura e fabricantes de ônibus europeus e brasileiros vai discutir um possível novo modelo de veículo que circulará na cidade.

Também está em estudo a criação do aplicativo Ônibus.Rio, que avisará horários e itinerários de todas as linhas da cidade, além de emitir alertas para avisar a hora de desembarcar dos veículos.

Marcelo Crivella anunciou também que terão gratuidade nos ônibus do Rio de Janeiro todas as mães de crianças

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