Alecs – 1

Nem dólar nem bolsa de valores, o melhor negócio é ser feliz

Por Tânia Ribeiro

Foto: Pixabay

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Muitas pessoas acreditam que para ser feliz é necessário antes conquistar algumas coisas materiais.

Esta crença é ensinada sutilmente nas escolas, empresas, família e na sociedade. Com exceções, isso é o que costuma nos motivar na vida.

Desde crianças aprendemos a correr atrás de uma boa nota na escola, e depois de adultos corremos atrás do sucesso profissional.

Esse é o pensamento recorrente…A hora que eu conquistar aquele cargo dos sonhos, aquela formatura esperada, mais dinheiro no banco, uma casa maior, um carro mais novo, aí sim serei feliz!

Ou seja, sucesso e dinheiro antes, felicidade depois.

Contudo, pesquisas científicas recentes em neurociência e psicologia tem provado o contrário: é necessário ser feliz antes, para se conquistar metas e objetivos.

O sucesso e o dinheiro vem por consequência.

Afinal, sempre que o seu cérebro tem sucesso, ele acaba mudando o marco da meta.

Você conseguiu boas notas, agora tem de conseguir notas ainda melhores. Entrou numa boa escola e depois em outra superior. Conseguiu um bom emprego, agora outro ainda melhor, você acerta no alvo as metas, então estabelece novos índices desafiadores. Ou seja, se a felicidade está no lado oposto do sucesso, o seu cérebro nunca chega lá.

Por outro lado, quando estamos felizes, seja no trabalho ou em casa, nosso corpo libera determinados hormônios que ajudam nosso cérebro a fazer mais conexões.

Desse modo, pensamos mais rápido, temos novas ideias, somos mais criativos, e o aprendizado é muito mais fácil.

O psicólogo americano Shawn Achor, um dos meus autores favoritos, fez um estudo inovador no campo emergente de Psicologia Positiva.

Nos últimos anos ele conduziu uma ampla pesquisa sobre felicidade em organizações como Nationwide, Insurance, UPS, KPMG e Google.

Segundo ele, a ideia de que só se atinge a felicidade após conseguir o sucesso está invertida.

Achor constatou que, felicidade é uma vantagem excepcional em nossa vida. Quando o cérebro humano esta positivo, nossa inteligência aumenta, nossa criatividade triplica. A energia produtiva aumenta 31%. A probabilidade de promoção aumenta 40% e as vendas aumentam em 37%.

Porem, ele levanta duas questões.

A primeira, de que a ciência e o sistema de ensino nivelam as pessoas por baixo, por uma média que mediocriza e inibe potencialidades.

E a segunda, não são os fatores externos que trazem a felicidade.

O jeito que vemos o mundo, altera e influencia praticamente tudo o que sentimos e buscamos para sermos felizes. Achor afirma que apenas 25% do sucesso profissional é determinado pelo quociente de inteligência (QI).

Os outros 75% podem ser determinados por três pontos.

  1. Nossa capacidade de manter o nível de otimismo, mesmo durante as adversidades.
  2. Suporte social- Manter vínculos afetivos significativos é um de nossos maiores ativos
  3. Nossa capacidade de ver o estresse como um desafio e não uma ameaça.

Portanto, para Achor nossos hábitos e decisões diárias têm forte impacto sobre a nossa felicidade.

Em um mundo onde a carga de trabalho, o estresse e o negativismo , estão cada vez maiores, colher os frutos de uma atitude mental mais positiva que podem  proporcionar efeitos extraordinários no trabalho e na nossa vida, pode ser revolucionário.

E agora que você sabe que a ciência comprova, que você não precisa ter sucesso para ser feliz, mas precisa ser feliz para ter sucesso…

Por gentileza, faça bom proveito destas dicas e seja muito feliz!!

Biografia - Tânia Ribeiro

Tânia Ribeiro é Administradora por formação, Empresária, com forte experiência no mercado financeiro. É Coach, especialista em Finanças Pessoais, Empreendedorismo e também em Psicologia Positiva. Coautora do livro “Transformando motivação em hábito” e colunista do Jornal Folha do Rio de Janeiro.
Atua como gestora voluntária da ONG Unipaz-SC.
Mora em Florianópolis, é fotógrafa nas horas livres, apaixonada por desenvolvimento pessoal e por todas as formas de autorrealização.

 

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