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Fuja da armadilha da vitimização

Por Vera Barbosa

Foto: Pixabay

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Vitimização, segundo o dicionário, é ato ou efeito de (se) transformar em vítima.

Auto-vitimização acontece quando uma pessoa ou instituição se coloca no papel de vítima ou pessoa perseguida para anular críticas, opiniões ou objeções contra as quais não consegue contra-argumentar. Vem a ser também um tipo de manipulação de natureza emocional que ocorre quando se esgotam os argumentos e o debate precisa ser suspenso por  falta de lógica em seus posicionamentos.

Esse tipo de comportamento pode ocorrer em diversos contextos na vida, mas se conseguirmos identificá-lo é necessário a extinção deste comportamento, pois ele é prejudicial tanto para a vida pessoal como na vida profissional.

Inicialmente, quem se vitimiza,   enxerga em si mesmo apenas como vítimas das ações cruéis de outras pessoas e geralmente não percebe que eles próprios, de uma forma inconsciente e repetidamente não-verbal, acabam estabelecendo as condições para que lhes aconteça exatamente aquilo que não gostariam que acontecesse.

É um comportamento nocivo. A auto-vitimização é um tipo de comportamento que é nocivo tanto para a própria pessoa como para as de seu convívio.

São pessoas muito difíceis de ajudar, pois não aceitam críticas e conselhos.

A vitimização pode ser muito mais do que um traço de personalidade? Sim, dependendo do grau, podemos considerar um transtorno comportamental que pode agravar consideravelmente a vida do indivíduo e daqueles que estão ao seu redor.

Se você convive com alguém que vive reclamando e se colocando como vítima das circunstâncias, aqui vão alguns traços que auxiliam na identificação dessa personalidade:

Distorcem a realidade, terceirizam a culpa, manipulam emocionalmente, alimentam-se de suas próprias lamentações, ajudam para ter do que reclamar.

Todas essas são atitudes de pessoas que “gostam” do sofrimento. É só começar a falar de uma desgraça, que enche aquela roda de pessoas em volta, cada um com uma história pior do que a da outra pessoa.

Por isso, se você quer ter uma vida de sucesso: PARE IMEDIATAMENTE!
Você nunca vai ver uma pessoa de sucesso tendo atitudes assim.

Pessoa de sucesso não tem tempo para agir assim.

Enquanto muitos estão assistindo jornais que só trazem notícias ruins, eles estão ganhando tempo estudando maneiras de melhorar o mundo.

Enquanto muitos estão falando sobre desgraças, eles estão dando palestras motivacionais.

Enquanto muitos sentem prazer em parar o carro para ver acidentes, eles seguem sua viagem rumo à felicidade.

Você quer sair da armadilha da vitimização?

Então comece por abandonar os hábitos que não te acrescentam nada.

Assuma a responsabilidade pela sua vida. Decida fazer algo para gerir melhor os seus sentimentos negativos, frustração ou raiva inadequada, ressentimentos e sentimentos de desamparo e desesperança.

Quando abraçamos esta atitude positiva e construtiva, passamos a perceber que na vida temos sempre opção de escolha, ainda que nem sempre seja a que mais gostaríamos ou a necessária, existe sempre uma forma de encontrar a opção que melhor se encaixa perante as circunstâncias.

Parto do principio que você quer o melhor para a sua vida. Mas se você estiver fazendo sabotagem a si mesmo, por certo estará no caminho para a construção de uma mentalidade de vítima. A vida está continuamente a colocar-nos à prova, e com isso a ensinar-nos lições. Se você não aprender essas lições, em seguida, a vida vai continuar a repeti-las.

Ao caminharmos na vida com uma mentalidade de vítima, muito provavelmente iremos recusar-nos a aprender, continuando a fazer as mesmas coisas e continuando a obter os mesmos resultados.

Você pode transformar a mentalidade de vítima numa mentalidade virada para a solução.

Um processo de mudança consiste em observar duas posições, a saber: Estado Atual (aquilo que se tem agora) e Estado Desejado (aquilo que se deseja ter). A visão clara destes estados indica uma direção a seguir para se obter aquilo que se deseja.

Se a pessoa focaliza os aspectos negativos da posição atual, seu pensamento fica preso nos mesmos modelos mentais que geraram o problema. De acordo com Albert Einstein, não se pode resolver um problema com o mesmo pensamento que o criou. Desse modo, se o Estado Desejado não estiver claro ou for pouco atraente, o sistema mental se organizará para manter o estado atual.

De outra maneira, quando se focaliza a atenção em ambos os estados, ao mesmo tempo, valorizando e clareando o máximo possível o estado desejado, toda a comunicação dentro do sistema mental servirá para fazer as transições necessárias e sair do estado atual para o estado desejado.

Às vezes a vida é dura e difícil, tanto para nós mesmos quanto para o resto do mundo. Todos em algum ponto do caminho iremos sofrer adversidades. Algumas mais duras, outras mais leves, mas é certo que os obstáculos também fazem parte deste presente que é viver.

Isto é, não temos a capacidade de escolher o que vai nos acontecer na vida, no máximo podemos tomar decisões mais ou menos acertadas, mas nada nos garante escapar da dor. Agora, sempre poderemos escolher de que forma preferimos enfrentar os problemas.

Não espere as coisas acontecerem sozinhas, pois as coisas boas de verdade simplesmente não vão acontecer se sua zona de conforto não for rompida.

Quando pensamos em problemas vividos e superados em nosso passado, nos damos conta de que naquele momento o problema parecia maior do que nós mesmos, mas olhando em retrospectiva podemos perceber que ao superarmos a situação passamos a colocar o problema em sua verdadeira dimensão: um estágio para um novo patamar de vida, onde nos tornamos mais fortes, mais confiantes e mais capazes. Esse é o único objetivo dos problemas, nos empurrar para uma situação de progresso. Toda vez que você tiver que encarar um problema se pergunte: o que preciso aprender com isso? Na resposta está sua maior oportunidade de vida.

Seja seu agente de mudança.

Não há como escapar da mudança. Ela está por toda parte, dentro e fora de nós. E, apesar de todos os nossos esforços, só há dois papéis a ser exercidos na mudança: o de agente ou o de vítima. Como agente de mudança, você tem a responsabilidade de aprender a lidar com o novo, de enfrentar os desafios, de elaborar as soluções.

Agir, arriscar, testar, errar, acertar, recomeçar, esses são os verbos daqueles que buscam seu espaço num mundo em constante movimento.

VERA BARBOSA

Master Coach Executive Bussiness com Certificação Internacional- EUA; Colunista da Folha do Rio de Janeiro; Graduada em Administração – Processos Gerenciais; Formação em Programação Neurolingistica-PNL; Hipnóloga com Certificação pela University Humanistic of the Americas; Especialista em Saúde e Espiritualidade; Aconselhamento Motivacional e Desenvolvimento Pessoal; Formada em Shiatsu Emocional;  Escritora – Coautora do livro “A Arte da Superação”, Autora do livro “Permita-se”,  lançamento previsto para abril/2018. Atua como Coach Sensorial aliado a seis terapias (Shiatsu Emocional, Reick, Reflexologia, Barra de Acess, Cromoterapia e Aromaterapia), Pioneira no Brasil no atendimento de Coach aliado as seis terapias;  Consultora, Palestrante e Trainer

 

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