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Campanha de vacinação contra febre amarela começa no Rio de Janeiro

Por Agência Brasil

Foto: Divulgação

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No primeiro dia da campanha de vacinação contra febre amarela no Rio de Janeiro, as unidades de saúde adotaram estratégias diferentes para aplicar as doses, que passam a ser fracionadas e com período de imunização de oito anos.

No Centro Especial de Vacinação Dr. Álvaro Aguiar, na Cinelândia, região central da cidade, continuou o esquema de distribuição de senhas. Por volta de 13h não havia mais filas, já que os 500 números se esgotaram ainda pela manhã. Algumas pessoas foram buscar informações, como Pedro Paulo Santos, que trabalha com vendas.

“Vim me informar. Eu quero tomar a fracionada, mas se eu precisar viajar daqui a um mês, por exemplo, tenho que tomar a dose inteira de novo? Isso pode dar algum problema?”, questionou ele, contando que vai voltar amanhã ou no sábado para tomar a dose fracionada: “É melhor tomar logo, pra ficar garantido”.

Já no Centro Municipal de Saúde Heitor Beltrão, na Tijuca, que na semana passada estava distribuindo 400 senhas por dia, adotou hoje o sistema de fila para vacinar as pessoas que procuraram o posto. Às 13h45 havia cerca de 20 pessoas esperando pela imunização.

A doméstica Rosângela dos Santos Silva disse que não tinha ido ao posto antes e considerou a espera tranquila. “É a primeira vez que venho, eu sabia que ia começar a campanha e vim hoje tomar. É bom tomar logo, né? Se tem uma doença que está matando, tem que prevenir, né? Com tanta doença que está acontecendo por aí, tem que tomar”.

A mobilização no município vai até o dia 9 de fevereiro, com a vacina fracionada disponível em 232 unidades da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). No sábado (27) ocorre o Dia D de vacinação, com todas as unidades funcionando das 8h às 17 horas, exclusivamente para a imunização contra a febre amarela, além de postos extras espalhados pela cidade.

A SMS lembra que não há casos da doença registrados na cidade do Rio de Janeiro, nem em macacos e nem em seres humanos.

Segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a dose fracionada já foi utilizada em 2016 na epidemia de febre amarela que atingiu países africanos e a eficácia foi comprovada em estudos feitos pela instituição.

As autoridades e especialistas alertam que os macacos também são vítimas da doença e não transmitem a febre amarela. Além dos pequenos primatas serem importantes para o monitoramento epidemiológico da circulação do vírus, é crime ambiental matar animais silvestres.

 

Foto: Divulgação

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