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Prefeitura atua no Vidigal após confirmação de casos de hepatite A

Por Edir Lima

Vidigal. Foto: Divulgação

Vidigal. Foto: Divulgação

No dia 5 de janeiro, o presidente da Associação dos Moradores do Vidigal, na Zona Sul do Rio de Janeiro, divulgou um vídeo alertando sobre um surto de hepatite A na região. Já foram registrados cerca de 90 casos espalhados pela comunidade.

Diante do aumento, a Prefeitura do Rio anunciou uma série de medidas de prevenção, controle e assistência no Vidigal, que começam nesta segunda-feira (8), com uma mobilização que reúne agentes da saúde, Comlurb, Seconserva (Secretaria Municipal de Conservação e Meio Ambiente) e Rio Águas. O prefeito, Marcelo Crivella (PRB), está no Vidigal acompanhando a ação.

Também nesta segunda, devem ser concluídas as análises das amostras de água, recolhidas no Vidigal pela Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro).

Muitos moradores estão comprando água mineral ou fervendo a água antes de beber. Em nota, a Cedae esclareceu que “mais de 90% dos casos de alteração na qualidade da água têm causas pontuais, como falta de limpeza da caixa d’água ou dano a tubulação causado por tentativa de ligação clandestina”.

Sobre a Hepatite A

Doença infecciosa viral, contagiosa, transmitida por via oral-fecal ou através de alimentos (como frutos do mar e alguns vegetais) ou da água contaminada.

A taxa de incidência de hepatite A do Brasil apresentou aumento até 2005, quando atingiu 11,7 casos por 100 mil habitantes e, desde 2006, tem mostrado tendência de queda: em 2016, a taxa observada foi de 0,6 casos para cada 100 mil habitantes. A incidência da hepatite A é maior nos locais em que o saneamento básico é deficiente ou não existe. Uma vez infectada, a pessoa desenvolve imunidade contra VHA por toda a vida.

O diagnóstico da hepatite A é feito pela história clínica, por meio da detecção de anticorpos contra o vírus VHA no sangue ou pela presença de seus fragmentos nas fezes.

A doença pode ser sintomática ou assintomática. Durante o período de incubação, que leva em média de duas a seis semanas, os sintomas não se manifestam, mas a pessoa infectada já é capaz de transmitir o vírus.

Apenas uma minoria apresenta os sintomas clássicos da infecção: febre, dores musculares, cansaço, mal-estar, inapetência, náuseas e vômito. Outros sinais possíveis da enfermidade são icterícia, fezes amarelo-esbranquiçadas e colúria (urina com cor semelhante à da coca-cola). Em geral, o quadro se resolve espontaneamente em um ou dois meses. Em alguns casos, porém, pode demorar seis meses para o vírus ser eliminado totalmente do organismo.

É uma doença de curso benigno, mas potencialmente grave. Embora não sejam frequentes, complicações podem surgir. Uma delas, a hepatite fulminante, é um quadro que se caracteriza pela necrose maciça e morte das células hepáticas nas primeiras seis a oito semanas da infecção.

Não existe tratamento específico contra a hepatite A. Pessoas que vivem no mesmo domicílio que o paciente infectado ou que estão em más condições de saúde podem receber imunoglobulina policlonal para protegê-las contra a infecção.

Vacinação

A hepatite A pode ser prevenida através da utilização da vacina específica contra o vírus A1. Entretanto, a melhor estratégia de prevenção desta hepatite inclui a melhoria das condições de vida, com adequação do saneamento básico e medidas educacionais de higiene.

A vacina é inativada, portanto, não tem como causar a doença. Está indicada para todas as pessoas a partir de 12 meses de vida. Esquema é de duas doses com intervalo de seis meses.

As sociedades brasileiras de Pediatria (SBP) e de Imunizações (SBIm) recomendam a aplicação rotineira aos 12 e 18 meses de idade, ou o mais cedo possível, quando a vacinação não ocorrer nestas idades recomendadas.

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) alterou, em 2017, a faixa etária do esquema de dose única da vacina para crianças entre 15 meses e antes de completar 5 anos de idade.

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