Hinode – 1

Você e sua intuição andam de mãos dadas?

Por Alex Ribeiro

Foto: Pixabay

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E quem disse que a Intuição não tem relação com estratégia pessoal? Pois é, tem sim, e muita!

E vamos começar do começo, citando alguns conceitos de Intuição para ajudar com este tema: Capacidade para entender, para identificar ou para pressupor coisas que não dependem de um conhecimento empírico, de conceitos racionais ou de uma avaliação mais específica; Conhecimento claro, direto, imediato da verdade sem o auxílio do raciocínio; Pressentimento, capacidade de prever, de adivinhar, de ter a intuição do futuro; Visão nítida que os santos ou que os bem-aventurados têm de Deus; Maneira de se adquirir conhecimento instantâneo sem que haja interferência do raciocínio. Estas cinco definições, advêm do site Dicio (dicionário on line de português). E seguem mais algumas definições de gente com autoridade no assunto: É o produto da capacidade da mente de fazer muitas coisas ao mesmo tempo, graças às infinitas conexões inconscientes que tornam possível à mente consciente fazer escolhas – matemático e filósofo, Blaise Pascal; Cada um de nós tem a sabedoria e o conhecimento que necessita em seu próprio interior – Psiquiatra, Carl Jung; “Nada mais e nada menos do que o reconhecimento” – psicólogo norte-americano, ganhador do Nobel, Herbert A. Simon. Meus caros leitores, estes são apenas alguns dos conceitos dentro do vasto arcabouço de definições para a Intuição.

Ok, bacana, e para que serve usar da Intuição? Para tomar decisões importantes rapidamente; Para se responsabilizar pelos nossos atos, já que intuição é uma das coisas mais pessoais do universo, e, finalmente; Para aumentar a nossa autoconfiança e autoestima! Este último ponto merece uma citação específica: “Pessoas com baixa autoestima, por exemplo, têm mais dificuldade em acreditar na inteligência intuitiva em função de uma desconfiança em relação a tudo o que venha de seu interior” – Virginia Marchini, fundadora do Centro de Desenvolvimento do Potencial Intuitivo em São Paulo.

Poderíamos seguir por um caminho esotérico, religioso ou até metafisico, mas hoje vamos falar sobre o lado científico da coisa. Seguindo a explicação clássica das neurociências neste caso, a Intuição se torna mais uma informação de alta qualidade, que porém é percebida pelo nosso racional como algo inexplicável advindo do sobrenatural, mágico ou até mesmo divino!

Explicando em termos bem simples, nosso cérebro mais primitivo, que controla todas as nossas funções vitais e também os instintos e a intuição, é como se fosse um supercomputador como o “Watson” da IBM, que processa milhões de dados em milésimos de segundos! Então, quando nossa intuição entra em ação, ele processa milhões de informações sobre um determinado assunto em poucos milésimos de segundo e manda tudo isso para o nosso cérebro racional, o neocortex. O problema está justamente neste processo, a transmissão deste pacote “gingante” de dados acontece via internet discada! É isso mesmo, este é a analogia, porque demorariam dias para que o nosso cérebro racional processasse toda esta informação, sendo que a intuição precisamos dela imediatamente, tradicionalmente em poucos segundos para ter uma reação ou tomar uma decisão! Achou pouco? A coisa ainda fica pior! Comparativamente ao nosso cérebro primitivo (Watson da IBM), o nosso cérebro racional é como se tivesse a pequena e lenta capacidade de processamento de um telefone celular! Triste, mas real, nosso cérebro racional, apesar de ser justamente onde temos toda a nossa função executiva, é o que mais demora a processar e entender as informações. Ou seja, uma grande quantidade de informações é transmitida lentamente para que um computador muito menor, processe tudo e ofereça um resultado imediato.

O resultado disso são as famosas justificativas irracionais para nossas intuições, e aqui segue um exemplo real: Nos Estados Unidos, durante um incêndio, um dos Bombeiros começou a pedir aos gritos para que os colegas abandonassem o prédio que já estava sendo rescaldado (controle após o incêndio). Ele gritou muito e insistiu bastante fazendo com que os colegas realmente abandonassem o prédio, e em seguida, o prédio veio abaixo! Ele explicou que teve uma intuição, e como toda intuição, teve um caráter divino até! Do nosso lado a explicação seria outra, a de que o cérebro primitivo dele já havia processado ruídos e movimentos nas estruturas que davam base suficiente para tomar a decisão de evacuar o local, porém, quando toda esta informação foi transmitida lentamente para o cérebro racional, ele mesmo não achando uma justificativa racional, preferiu confiar no “instinto” e fazer a evacuação. Se ele tivesse tempo, certamente teria avaliado tudo com cuidado e comandado a evacuação, mas não havia tempo, foi preciso confiar na Intuição!

E para não ficarmos apenas refletindo sobre este tema, seguem duas dicas poderosas no que tange a Intuição: Começou a racionalizar sobre alguma coisa, finalize assim! Isso porque a princípio, você já perdeu o timming, a famosa janela de oportunidade para usar a sua intuição! Resumindo, pensou muito na coisa, siga assim até chegar a uma conclusão, tomando o seu tempo para decidir ou reagir! Teve uma intuição muito forte, se arrisque, não racionalize, porque se fizer isso, voltaremos ao ponto de partida, e você terá que tomar tempo para pensar e decidir as coisas. E neste tempo para pensamento você poderá perder grandes oportunidades! A intuição é como tudo na vida, quanto mais a usarmos, melhores seremos com o uso da intuição!

E para finalizar o nosso papo, seguem também alguns inibidores, e incentivadores da nossa Intuição. Começamos com os incentivadores que são: Fazer meditação; Praticar a atenção, tendo e mantendo foco nas coisas; Ter uma religião ou seguir uma filosofia, praticando a reflexão. E finalizamos com os inibidores da Intuição, sendo eles: Estar estressado; Estar ansioso; e Estar com baixa autoestima.

Respeite a sua Intuição sempre, use e abuse como já dizia a propaganda! Só andando de mãos dadas com a sua intuição ela poderá fazer parte definitiva de sua estratégia pessoal!

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