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Disrupturas do século 21: a vovó não tem medo. E você?

Por Caetano Tavares

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O quanto é possível automatizar no seu trabalho?


Minhas recentes palestras sobre os negócios e as disrupturas do século 21 têm sempre mirado nessa pergunta tão simples. Interessante que cada um de nós deixa de se questionar sobre isso ou, quando o faz, posterga a análise e resposta. Sem qualquer vestígio de terrorismo psicológico, afirmo que negligenciar nessa análise pode ser um grande erro. Não preciso oferecer a certeza de que também é uma falha grave deixar de avaliar o que pode ou não ser automatizado naquilo que fazemos em nosso dia a dia; isso porque o mundo já se encarrega de dar todas as garantias de que, se nós mesmos não soubermos avaliar o nosso trabalho, certamente muitos profissionais de inovação estão fazendo isso em nosso lugar. Nossa, já repensei a frase e reescrevo imediatamente: muitos profissionais de inovação e robôs já estão mapeando e, talvez, fazendo aquilo que você e eu deixaremos de fazer em pouquíssimo tempo – esses últimos, os robôs, com muito mais agilidade e com uma curva de aprendizado absurdamente mais rápida do que poderíamos imaginar.

“Muitas empresas têm medo de fazer mudanças radicais em seu modelo de negócios, mas esse cenário de disruptura coloca também muitas oportunidades para a exploração de novos produtos e serviços dentro de uma abordagem digital.”

(Fonte: Portal Mundo Corporativo, Deloitte, por Marco Antonio Barbosa. Leia a matéria na íntegra em: http://www.mundocorporativo.deloitte.com.br/termos-de-uso).

Permita-me associar a opinião de Márcia Ogawa ao que se refere a pergunta inicial deste artigo. Por que saber o quanto do seu trabalho é automatizável? Os profissionais de gestão poderão responder com a “análise swot nossa de cada dia”:

“Muitos têm medo de fazer mudanças radicais em sua profissão, mas esse cenário de disruptura coloca também oportunidades para exploração de novas profissões e novas formas de se trabalhar, dentro de uma abordagem que envolva a aplicação de habilidades e competências legadas e/ou desenvolvimento de outras novas”(Pequena paródia do autor sobre o aprendizado com a sócia-líder da Deloitte).

Em curtas palavras:

  • Oportunidade – Explorar novos produtos e serviços para atender novas demandas e comportamentos.
  • Ameaça – Ter o trabalho substituído por mecanismos “à prova de falhas”, eficientes, mais produtivos e rápidos, dotados de autoaprendizagem contínua, com resultados eficazes.
  • Força – Ser capaz de se adaptar, aplicar de forma diferente o conhecimento legado e desenvolver novas habilidades e competências.
  • Fraqueza – Não ser resiliente ou incapaz de se adaptar às novas realidades.

Não adianta fugir, mas também não é necessário ter medo. O importante é manter-se aberto às mudanças, atento aos sinais, uma certa dose de imaginação, curiosidade por novos cenários e manter-se ativo em permanente adaptação aos novos conceitos e modelos. Difícil? Nem tanto: em 2001 li um artigo com o título “Minha avó está conectada”. Hoje, digitei esse texto no Google e aproximadamente 347.000 resultados foram encontrados em 4 décimos de segundo. De lá até aqui, isso tudo estava acontecendo e nossas avós não estavam “na praça dando milho aos pombos”.

Caetano Tavares, Colunista

Caetano Tavares, Profissional de Marketing e empreendedor, atua como consultor de marketing e negócios, gerente de projetos, active learning e gestão por competências. É professor universitário, escritor e palestrante. (Contatos: caetano.tavares@folharj.com.br)

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