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Filme ‘A Cabana’ destaca a relação da vida após a morte

Por Daniel Romano

A Cabana. Foto: Divulgação

A Cabana. Foto: Divulgação

Um homem vive atormentado após perder a sua filha mais nova, cujo corpo nunca foi encontrado, mas sinais de que ela teria sido violentada e assassinada são encontrados em uma cabana nas montanhas. Anos depois da tragédia, ele recebe um chamado misterioso para retornar a esse local, onde ele vai receber uma lição de vida. Essa história é bastante famosa nos livros, e eu não estou fazendo nenhum spoiler, faz parte da sinopse.

Para os que não conhecem o conteúdo do livro, é bom saber que Octavia Spencer faz o papel de Deus (sim, Deus é uma mulher que faz doces maravilhosos), e seus assistentes são um árabe e uma asiática. Não espere por um filme que faça sentido. Na trama, conhecemos a adorável família Phillips, que é uma família perfeita de comercial de margarina. Daquele jeitinho mesmo dos filmes americanos que estamos acostumados a ver, com a galera toda arrumando as malas no carro no quintal de casa para fazer uma viagem linda. Mas é durante um fim de semana acampados que um incidente tira a atenção de Mack (Sam Worthington), o pai das crianças, e sua caçula Missy (Amélie Eve) some sem deixar vestígios.

A Cabana trabalha com o lado espiritual de um homem atormentado por ter perdido sua filha, colocando em foco sentimentos de vingança e culpa. O filme lida com a vida após a morte de maneira interessante, apesar de o roteiro não ser dos melhores. Em certos momentos, parecemos estar diante de um sermão, já que é totalmente coerente e justa a dor de um homem que perdeu uma filha.

A felicidade plena que é mostrada com cantorias, bolos deliciosos e uma fotografia com flores para enfeitar e tentar justificar ainda mais a redenção daquele homem beiram um pouco o exagero, pois não condiz com o fato de que uma criança foi morta cruelmente por um assassino. A caricatura colorida para tentar esconder a tristeza do homem e mencionar em entrelinhas um “Deus sabe o que faz” é nada mais do que uma forma de embutir a questão religiosa no contexto do filme, mas isso não é uma crítica, era de fato o esperado (pelo menos por mim). Era notório que a história teria esse foco religioso ao mostrar as pazes de um homem com sua fé em Deus. O filme poderia ser melhor, concordo, mas eu gostei do que vi.

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