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La La Land é muito mais do que um simples musical

Por Daniel Romano

Foto: Divulgação

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“La La Land: Cantando Estações” ganhou o maior número de estatuetas no Oscar 2017, totalizando seis pêmios: melhor atriz, diretor, música original, trilha sonora, fotografia e design de produção. O musical foi indicado em um total de 14 categorias e tinha chance de bater o recorde de mais prêmios em uma só noite. Todas as premiações foram super justas, pois o conteúdo de imagens e o cuidado com a produção beiram a perfeição. Os detalhes minuciosos de cada cena deixam a fotografia do filme tão bonita que parece ser um quadro, uma espécie de pintura. Emma Stone era a favorita ao prêmio de melhor atriz (e por merecimento). A atriz fez bonito, interpretou, fez aula de dança e aprendeu a cantar para dar vida à personagem. Talvez seja o melhor trabalho de sua carreira.

Há quem não goste de musicais, principalmente daqueles em que existe um exagero na cantoria. O personagem está triste… canta! O personagem está feliz… canta! E é assim que somos apresentados ao filme. Logo na primeira sequência de La La Land, em uma rodovia em direção a Los Angeles, assistimos centenas de carros parados em um imenso engarrafamento. Daí, aos poucos, as pessoas deixam os veículos e começam a cantar. Dá a impressão de que o musical será um porre. Mas é só impressão mesmo, essa canseira que um musical dito “exagerado” pode causar passa bem longe da excelente produção de La La Land.

O musical se constrói e se alimenta de si mesmo, com cada jogo de cena dos atores. A história dos protagonistas ganha estrutura junto com a música, trazendo de brinde uma fotografia impecável. A trama equilibra uma balança entre carreira de sucesso e relação conjugal, e o drama dos personagens é o que se deve abdicar para tentar alcançar reconhecimento profissional e felicidade ao mesmo tempo. O filme é excelente. La La Land é muito mais do que um simples musical.

Mas voltando ao Oscar 2017, é impossível não comentar sobre o deslize histórico no final da premiação, e logo na principal, de melhor filme, quando houve uma confusão e “La La Land” foi anunciado de forma errada como o vencedor da categoria. A equipe de “La La Land” chegou a subir ao palco para receber a estatueta e iniciou o discurso de agradecimento, mas foi avisada que o vencedor de melhor filme foi “Moonlight”. Os atores Warren Beatty e Faye Dunaway fizeram o anúncio errado, pois estavam com o papel de melhor atriz nas mãos, e não o de melhor filme. Que gafe!

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