Cinemark – 2

A necessidade de descobrir a vocação antes dos 18 anos

Por Érika Ferrari

Foto: Pixabay

Foto: Pixabay

Eu entrei na faculdade com 17 anos. Relativamente cedo e com um mundo de descobertas pela frente. Queria me formar logo, arranjar um estágio promissor e ter minha vida feita antes dos 25 anos. Mas não foi assim.

Eu estudava em uma escola de classe média. Minha mãe acordava às 5h30 todo santo dia para me levar à escola e ir ao trabalho. Era meu último ano e meus pais perguntavam o que eu ia fazer da vida.

Todos meus amigos já sabiam qual carreira seguir. Eu me sentia de fora. Excluída pela indecisão, falta de talento e desorientação. Não fazia ideia.

Foi sentada em uma mesa de restaurante no final de 2009, que meu pai me deu duas opções: faça cursinho ano que vem e passe no vestibular ou estude e passe agora.

Minha mãe me levou em um vidente que disse que eu podia seguir qualquer profissão, pois eu iria me dar bem. Minha tia me encaminhou para um psicólogo de “confiança” que aplicou um “teste vocacional”. Até hoje não sei o resultado.

Engatei em um preparatório. Estudei. Não achava um caminho de fuga. Sentia que fugir desse momento era burlar meu futuro e o orgulho de meus pais.

Estudei mais ainda. Sem caminho, sem direção, totalmente perdida, avoada, aflita e indisposta.
Que outro passo me restava? Passei.

Entrei em Administração de Empresas. Alguns amigos largaram a faculdade pelo caminho, outros ficaram um tempo maior estudando para passar, outros mudaram de curso, outros (poucos) terminaram.

Durante a faculdade, meus amigos e professores falavam da importância do estágio no currículo e na vida profissional. Todos meus amigos começaram a entrar no estágio e eu não tinha ideia qual tipo de estágio eu queria. Existia muitas opções para Administração. Eu, cada vez, me sentia mais confusa.

Comecei a procurar. Encontrei. Estagiei em uma das maiores companhias de bebidas do mundo, sonho de estágio dos jovens. Me decepcionei. Passou pela minha cabeça mais de 10x se eu estava no caminho certo. Desisti. Terminei a faculdade e larguei o estágio. Eu tinha a vida que não queria ter. O que eu estava fazendo?

Iniciei minha Pós Graduação. Paralelamente, atuei em um trabalho voluntário na área. As coisas foram melhorando. Fui enxergando sentido.

Terminei a Pós e meu contrato de trabalho acabou. Viajei. Fui morar fora por 6 meses e acabei ficando 1 ano. Aprimorei meu Inglês, estudei em uma das melhores universidades do mundo, trabalhei como babá e garçonete, quebrei paradigmas meus e dos outros comigo. Tem gente que diz que foi fácil, mas essas pessoas nunca veem as lágrimas derramadas.

Voltei. Já havia estudado Coaching em um momento lá atrás por curiosidade e decidi que eu ia aprimorar esse conhecimento. Resolvi participar de um processo de Coaching. Mudou minha vida. Conheci o meu interior, entendi meu propósito de vida e meus valores, quebrei crenças limitantes, decidi ser feliz de acordo com meus comportamentos, talentos e dificuldades.
Abri meu próprio negócio. Bati em ponta de faca.

Meus pais me acharam louca no começo. Eu virava noites estudando estratégias e montando a minha metodologia.

Comecei a prestar serviço gratuito aos meus amigos. Em poucas semanas, alguns agregados surgiram. Lotei minha agenda.

E então comecei a envolver meus “clientes” no meu caminho. Perguntava ideias, chamava para eventos e fazia contato fora do trabalho.

Tudo foi melhorando. Meus amigos começaram a indicar clientes. Meus pais começaram a dar mais credibilidade ao meu trabalho. Meu namorado passou a querer me ajudar. As pessoas começaram a valorizar meu trabalho e faziam questão de pagar por ele!

Aprendi uma grande lição: se as pessoas que estão próximas de nós não acreditam no que fazemos, a chance de fracasso é altíssima.

De lá para cá, tudo mudou muito. Eu passei a fazer o que amo. Hoje, tenho clientes que são amigos há bastante tempo, e pessoas que ligam e mandam mensagens por terem ouvido falar.

Quando as pessoas certas te dão apoio, não existe limite.

Obs1: Ser feliz e fazer o que amamos é muito importante! Se você leu esse post até o final, está convidado para uma sessão experimental de Coaching Vocacional ou de Carreira totalmente gratuita. (Fale comigo Inbox!)

É uma sessão com duração em torno de 1h. Em que você vai refletir sobre seu estado atual, o que espera do seu futuro e como colocar em prática isso tudo em 2017.

Se você está decidido a descobrir sua vocação e quer aprender como alavancar sua carreira,
AINDA tenho vagas para FEVEREIRO!

Obs2: Fale com aquela pessoa que você acha que está passando por um momento desafiador profissionalmente.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *