Uninter – 1

Educação para o Século 21; começa a jornada

Por Caetano Tavares

Foto: Pixabay

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 “Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes.”
(Albert Einstein)

Quem não percebeu que os problemas mudaram e que a enorme maior parte de nossos alunos continua a se preparar como sempre foram preparados os estudantes na história da educação formal? Há tanto vimos falando que nossos currículos e modelos didáticos e pedagógicos não vêm atendendo às novas e novíssimas necessidades do contexto de mundo em que vivemos. Para problemas que ainda não existem, as soluções partirão de profissionais com novas competências.

No ano que se passou (de 26 a 28-07-2016) estive representando a Universidade Castelo Branco, do Rio de Janeiro (RJ), na Devising 21st Century Higher Education, uma conferência promovida pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) para professores e dirigentes da educação superior e pesquisadores de graduação e pós-graduação. O assunto-chave foi Active Learning e Competências, minha área de atuação há vários anos.

Foi gratificante encontrar tanta gente séria no Brasil, Estados Unidos, Canadá, Colômbia – talvez mais lugares – atuando nessa área tal como o meu grupo de trabalho: com determinação, planejamento, objetivos claros, compreensão da relevância desse projeto para a Educação, e sem improvisos irresponsáveis travestidos de criatividade que pude encontrar no caminho.

A Devising 21st ratificou a compreensão de que a Educação é o elemento fundamental para a solução dos problemas globais e seus impactos locais. Permitiu-me, também, não dissociar os nossos problemas dos problemas do mundo. Constatei mais uma vez que a abordagem que tinha – de encontrar soluções locais diferentes e adequadas aos novos problemas globais – continua coerente e necessária, mas agora com um amplo espectro de evidências.

Clique para ver no SlideShare um resumo do Devising21

Foi agradável e engrandecedor trabalhar, aprender, contestar, ser contestado e colaborar para o desenvolvimento das metodologias ativas de ensino no Brasil.

Nessa experiência me comprometi com meus pares a compartilhar e divulgar mais o active learning e a formação (assim como a gestão) por competências. Entendi que intensificar meus esforços pessoais concentrando o desenvolvimento e fortalecendo essa área de conhecimento, resultará no encontro de mais e mais profissionais e instituições aderentes ao que acredito (acreditamos).

Como bem me disse o Professor Anas Chalah (diretor executivo de aprendizagem ativa na Escola de Engenharia e Ciências Aplicadas, SEAS, da Universidade Harvard), “essa é a sua maneira de dar contribuição à sociedade e você não pode negligenciar a isso“. Então, ali começou a execução de um novo planejamento na direção desse chamado, em cuja execução está a “estreia” desta coluna EDUCAÇÃO para o Século 21, aqui, na Folha do Rio de Janeiro.

Abordaremos aqui assuntos ligados à educação, seja sobre o sistema ou sobre metodologias, seja sobre ensino ou aprendizagem, seja sobre competências ou habilidades (e muito mais); assim como assuntos cujo entendimento de inovação ou, mesmo, do futuro que nos chega a cada instante mais rapidamente, é fundamental para agirmos agora em prol do desenvolvimento humano, tecnológico, enfim, em direção a um mundo mais humano e desenvolvido.

A mim, a meus pares e aos que têm a Educação e a Inovação como elementos fundamentais para esse mundo melhor de se viver, desejo que bons ventos nos levem ao porto que planejamos, mas, também, que saibamos ser felizes na mais engrandecedora etapa desse empreendimento: a jornada.

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