Cinemark – 2

Não compare o palco do “coleguinha” com seus bastidores

Por Katia Nascimento

Foto: Pixabay

Foto: Pixabay

Nós somos seres de sociedade e amamos viver em grupo, não é verdade? Somos seres sociais. Embora algumas vezes duvido do grau de humanidade de alguns ditos “seres humanos”, mas este é um tema para outro texto.

O grande problema que eu vejo em sermos sociais é justamente o fato de que todos queremos ter o melhor, ser o melhor e, quando não conseguimos ter ou ser nada perto do que o nosso grupo espera, nos sentimos tristes e frustrados.

Por muito tempo, eu fiquei neste círculo de improdutividade e isto me atrapalhou muito, assim como atrapalha a vida de quem é empreendedor, afinal nossa renda depende do que produzimos. A comparação me atrapalhava, pois tudo o que eu produzia não parecia ser bom o suficiente pois os meus colegas pareciam fazer mais e melhor. Hoje, eu me preocupo em fazer o meu melhor sem olhar para o lado e sem se preocupar com a opinião alheia, apenas faço o meu melhor.

Sabe, a gente se esquece de que ninguém mostra o feio, os fios soltos, o rascunho da vida. Todo mundo mostra a página pronta, a foto que deu certo, os sucessos. Mas você já parou para pensar que para aquele momento de vitória pode haver muita dor e tombos?

Vamos comparar a nossa história fazendo uma analogia a um atleta de competição, por exemplo, um atleta de ginástica olímpica. Já falamos sobre o tema nas olimpíadas quando o Diego Hipólito ganhou a medalha de prata, lembram-se? Como eu disse no texto citado “[…] se a gente trabalhar duro todos têm possibilidades de chegar onde quiser, de realizarmos todos os nossos sonhos. Mas é importante quebrar as barreiras que a vida coloca e lutar de verdade pelos seus sonhos […]”

Bom, quando um atleta está treinando para a competição, você sabia que ele passa horas se alongando, depois precisando fortalecer a musculatura, treinar o ofício em si e depois se alongar de novo, dentre outras coisas? Você sabia que só o alongamento dura aproximadamente uma hora? Que muitas vezes vai para uma competição lesionado e que algumas vezes o seu técnico precisa ir ajudá-lo a sair da posição final do exercício?

Todo mundo quer o louvor, não é verdade?

Mas todo mundo está disposto a passar pela dor?

Para você conquistar seus sonhos, muito sacrifício precisa ser feito, muita luta precisa ser travada e nem tudo são flores… E é assim para todo mundo e não apenas para você.

O problema é que todo mundo mostra o seu palco e o que fazemos? Comparamos o nosso bastidor com o palco do coleguinha… Mas olha, seu coleguinha também tem bastidor.

Então pare de se comparar, olhe para frente e siga o seu passo a passo para atingir suas metas. Não tem erro. Trabalhe! Pois o único lugar que sucesso vem antes de trabalho, é no dicionário (Frase super clichê, mas totalmente verdadeira).

Então, coração, arregace as mangas e foco no trabalho.

Se não leu o texto do Diego, leia aqui http://folharj.com.br/2016/08/14/nao-tenha-medo-de-cair-mas-trabalhe-para-cair-de-pe/

Kátia Nascimento é Coach de alta performance e Empoderamento de Vida e Carreira, Fonoaudióloga e Palestrante. “Ajudo mulheres  a saírem da sua zona de conforto com uma autoestima mais elevada, mais autoconfiança e uma autoimagem poderosa, aprendendo a se amar e a terem a consciência de que podem e merecem mais.”

Redes sociais: @katianascimentocoach  | katianacimento@folharj.com.br

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *