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Os riscos das mochilas escolares: Saiba como evitá-los

Por Ana Gil

Foto: Divulgação

Imagem: Pixabay

As férias estão acabando… E no início das aulas é comum vermos jovens carregando mochilas imensas e pesadas. O excesso de carga (peso) pode afetar a estrutura de ossos, músculos e articulações, principalmente em se tratando de pessoas que ainda estão em fase de crescimento e formação dessas estruturas, como é o caso de crianças e adolescentes.

Estudos mostram que não apenas o peso das mochilas acima do recomendado, mas também a utilização errada, como a alça em um ombro só, podem causar alterações posturais, como escolioses e hiperlordose, e também dor de curto a longo prazo. Mais habitualmente, dor nos ombros e região lombar.

Para evitar esses dessabores, seguem algumas recomendações para os pais e jovens:

  • As mochilas devem sempre ser carregadas nas costas, rente ao corpo, com uma alça em cada ombro;
  • O apoio da mochila deve ser feito na região dorsal e nunca na lombar. Portanto atenção ao comprimento das alças;
  • Na hora da compra da mochila, dê preferência a alças acolchoadas e mais largas, pois distribuem melhor o peso nos ombros. Alças finas fazem mais pressão nos músculos onde se apoiam;
  • O peso não deve ultrapassar 10% do peso corporal do aluno, por tanto, se uma criança pesa 30 Kg, a mochila deve ter no máximo 3 Kg;
  • Só levar o material realmente necessário para a escola, evitando peso desnecessário;
  • Deixar parte do material na própria escola. Algumas instituições de ensino disponibilizam gratuitamente ou alugam armários individuais para os alunos guardarem seu material escolar. Procure saber se é o seu caso;
  • Mochila de rodinha, principalmente para crianças menores, é uma excelente alternativa. Mas atenção com a altura do puxador, para que acriança não incline o tronco para o lado ao puxá-la.

Lembrando que os pais devem estar sempre atentos à queixas de dor e também a presença de possíveis assimetrias, por exemplo, um ombro mais alto do que outro e escolioses. E procurar auxílio médico e/ou fisioterapêutico, sempre que necessário. Quanto mais cedo a busca do tratamento, mais rápidos e melhores são os resultados.

Ana Gil

  • Colunista no jornal Folha do Rio de janeiro
  • Graduada em Fisioterapia (IBMR)
  • Pós-graduada em Anatomia Humana e Biomecânica (UCB)
  • Especialista em Reeducação Postural Global – RPG (Instituto Philipe Souchard)
  • Mestre em Educação Física (EEFD/UFRJ)
  • Autora do livro Core & Training: Pilates, Plataforma Vibratória e Treinamento Funcional (Editora Ícone)
  • Diretora e proprietária do Espaço Ana Gil: clínica de fisioterapia, estética e Pilates na Barra da Tijuca
  • Docente de cursos de pós-graduação Lato sensu da UCB, UCP, UNIRN
  • Professora de cursos de capacitação e palestras de grandes eventos e instituições em todo o Brasil.
  • E-mail: ana@espacoanagil.com.br
  • Fanpage: facebook.com/espacoanagil

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