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Para que 2017 seja melhor

Por Bruna Tschaffon

Foto: Divulgação

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É verdade quase universalmente aceita que 2016 não foi um bom ano: começo esta crônica parafraseando as digníssimas primeiras palavras escritas por Jane Austen em “Orgulho e Preconceito”. Talvez seja até mesmo um eufemismo, já que 2016 trouxe incontáveis perdas e tragédias em escala global. Foi um ano que fez com que nos sentíssimos impotentes, pequeninos e esmagados pela crescente onda de terror e pânico que assola o mundo.

Todo Ano Novo é, na visão geral, uma chance de recomeçar. Ficamos ávidos para que este terrível 2016, com seus quatro dígitos macabros, chegue ao seu fim para que possamos recomeçar, lavar estas manchas em nossas roupas brancas da virada. É um modo tentador de deixar para trás 365 dias indigestos. O combustível da humanidade em tempos sombrios é esperança, afinal.

Contudo, a tentação de esperar uma contagem regressiva que nos faça esquecer do que passou pode ser uma armadilha. Antes de se despedir do passado, é preciso que seja devidamente avaliado, que aprendamos com ele e então nos libertemos de suas algemas. É imperioso que percebamos que toda mudança provem de uma avaliação honesta da situação atual e de atitudes concretas em direção a um rumo melhor.

2017 não nos trará automaticamente uma primavera. É essencial que, ainda que aflitos ou atemorizados ou desencorajados pelo andar sobre a fornalha, saibamos assumir nossos erros, identificar os erros alheios e acreditarmos que é possível arregaçar as mangas. Ser a mudança que queremos ver. Em nossa casa, em nosso quarteirão, em nosso bairro, em nossa cidade. As dificuldades e intempéries da vida são amargas, porém trazem lições.

Que 2017 seja melhor do que 2016, mas, principalmente, que sejamos a melhor versão de nós que pudermos ser.

(Bruna Tschaffon é escritora da Coluna “Prosa pro Café” e tem dois livros publicados: seu primeiro romance, “Lítio”, pela Editora Giostri, à venda na Livraria Saraiva e na Livraria Cultura; e o e-book de poesias “Meu coração é uma fábrica de arritmias sentimentais”, à venda na Amazon e no site da Livraria da Folha. Acompanhe seus escritos aqui na Folha RJ, no instagram @fazendoprosaepoesia, no facebook (www.facebook.com/brunatschaffonescritora) e no youtube (www.youtube.com/c/BrunaTschaffon)

 

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