Uninter – 1

Tire o “S” de crise

Por Érika Ferrari

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Foto: Pixabay

Em uma economia cada vez mais preocupante, as dúvidas profissionais tomam conta e a incerteza do futuro também. Veja o que pode ser feito:

Não se fala em outra coisa: Crise econômica. Desemprego, inflação, taxas de juros, aumento de impostos e recessão. Afinal, o que será do nosso país?  Os trabalhadores estão cada vez mais receosos e endividados. A taxa de desemprego está na casa dos 11% e os economistas afirmam que o cenário não mudará tão cedo.

A sua única resposta à crise vem sendo o trabalho. E trabalhar da forma correta que é imposta: agilidade, tomada de decisão eficaz, prevenindo e remediando riscos, alerta e, logicamente, trazendo muitos resultados para a organização.

Meu cliente, por exemplo, foi demitido essa semana. Ele é muito competente, só que a empresa não poderia continuar com a função que ele estava exercendo. A função foi deixada de lado com a crise. Continuar no cargo não seria bom para ele e muito menos para a empresa. Felizmente, ele correu atrás e arranjou outro emprego nas Olimpíadas e está indo maravilhosamente bem em seu novo desafio.

A ação deve comandar a crise. Deixá-la comandar sua mente e seu coração fará com que você acredite que ela é mais poderosa que você. E deixa eu contar um segredinho: não é.

A crise é a única pauta dentro da organização. Você acorda todo dia num país em crise e vai para o trabalho com o espírito que irá ser desligado a qualquer momento. A empresa e seus companheiros precisam de um pouco mais de animação e você só sabe reclamar do emprego que tem. Nenhum outro assunto vem de você. Tá todo mundo meio de saco cheio.

A solução era a empresa colocar metas objetivas e adequadas, ter uma comunicação mais clara e verdadeira, mostrar que você é importante e reconhecer seus funcionários, mas quem disse… não sonha.

A hierarquia vai levando a culpa e você a acusa sem o mínimo de piedade. Lógico, eles fazem o mesmo com você.

Na hora de despertar e exalar o entusiasmo necessário nesse momento, celebrar cada vitória, até mesmo as menores, você continuou reclamando. Tratando seu corpo e sua mente como impossibilitados.

Ficar na defensiva tentando reparar e justificar seus erros é perda de tempo. As soluções externas são mais desafiadoras, mas da porta para dentro está grande parte em suas mãos. Só basta ajustar ou consertar. Aprender e seguir em frente.

Mais importante do que ser o dono da razão é fazer um trabalho bem feito que proporcione crescimento, caso você esteja no ambiente que escolheu. E ouvidos bem atentos.

Conhecimentos técnicos estão perdidos sem comportamentos interessantes. Se você não assume um papel, outros assumirão por você. Sentimento de arrependimento que podemos abordar em outro momento.

É importante criar, mas, mais do que isso reinventar. E aí está o ponto, a crise tem papel fundamental nesse processo.

Eu era aluno, virei professor. Eu era amigo, virei marido. Eu era filho, virei pai. Eu era fraco, virei forte. Eu era inseguro e passei a tomar decisões. Virei professor, marido, pai, forte e confiante tudo de uma só vez.

Vejo pessoas que estão se dando bem e trazendo para a realidade delas a adaptação de uma nova realidade.

Você pode caminhar bebendo água, por exemplo. Precisamos estar onde não estivemos antes, mais do que nunca você precisa estar junto de seus companheiros. Liderando, acompanhando, interagindo, se doando.

Daqui a pouco, os pilotos de avião irão reclamar que o Uber virou aéreo. Aí voltamos à reclamação sem a criação.
E só tem um jeito de voar ao seu favor. Tire o “s” de crise.

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