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União bloqueia mais R$ 140 milhões das contas do governo do Rio

Por Edir Lima

Manifestação no Centro do Rio contra o Governo estadual. Foto:  Tomaz Silva/Agência Brasil

Manifestação no Centro do Rio contra o Governo estadual. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A União bloqueou hoje (10) mais R$ 140 milhões das contas do Tesouro Estadual do Rio de Janeiro. Ao todo, nesta semana, já foram bloqueados R$ 310 milhões das contas estaduais, segundo informou a Secretaria Estadual de Fazenda. Dos R$ 140 milhões bloqueados hoje, R$ 81 milhões são referentes à repatriação de recursos do exterior e R$ 59 milhões são do repasse do Fundo de Participação dos Estados. As verbas foram bloqueadas devido a dívidas do estado do Rio com a União.

De acordo com a secretaria, a medida afeta a gestão dos recursos do estado e compromete o pagamento de outubro dos servidores estaduais. A equipe econômica do estado está fazendo uma avaliação sobre o impacto desse novo bloqueio no caixa.

Na segunda-feira (7), as contas do governo estadual já haviam sido bloqueadas por falta de pagamento de uma outra dívida, de R$ 170 milhões, que o estado tinha com a União – ao todo, nesta semana, os bloqueios somam R$ 310 milhões. A previsão é que o bloqueio no caixa permaneça até a sexta (11).

Além dos dois bloqueios, no fim de outubro houve um arresto (transferência para a conta da União) de R$ 146 milhões, determinado pela 8ª Vara de Fazenda Pública. Segundo a Secretaria de Fazenda, o dinheiro recolhido dos cofres do estado já foi usado para pagar servidores da Justiça.

Segundo o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), esse arresto impede o pagamento dos salários de todos os servidores estaduais até o décimo útil de novembro.

O governador afirmou que está reavaliando as contas para definir um novo calendário de pagamentos. “Hoje e amanhã eu quero fazer esse calendário, com o secretário de Fazenda. Ele já vai ter condições de divulgar o calendário de pagamentos. A educação começa a receber, a segurança pública, quero ver todo o funcionalismo. Esses setores que a gente tinha priorizado para pagar”, disse Pezão.

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