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Novos ventos, novos tempos

Por adrianagoes

Fly-Dandelion-Flower-Wallpaper-PCExiste um tempo para tudo. Tempo para sorrir, tempo para chorar, tempo para batalhar pelos nossos sonhos, tempo para não fazer nada e simplesmente existir nesse mundo.

Quando paro para pensar nos cinco bens mais preciosos que temos na vida, eu diria que são a saúde, o amor, a liberdade, a paz… e o tempo. “O tempo é o melhor remédio.” “O tempo é o senhor da razão.” “Só o tempo dirá.” “Nada como um dia após o outro.” Por que será que temos tantas frases populares sobre este gigante que não podemos tocar, mas que é tão presente e tão marcante em nossas vidas?

Tenho uma preocupação que me acompanha há anos: não desperdiçar tempo de vida. Minha balança, ora pende para o lado do “não posso perder tempo”, ora pende para o lado do “relaxe e não se preocupe tanto com isso.” O fato é que conversando com amigos na internet, checando as notificações do whatsapp ou vendo fotos no Pinterest, percebo quanto tempo a gente perde neste mundo corrido e conectado. Mas, por outro lado, ver coisas inspiradoras, resolver as coisas online ou bater papo com um amigo distante também é viver, e às vezes nos poupa tempo, é verdade. Então, como encontrar a medida ideal? Como escapar daquela visão da ampulheta com a areia deslizando na nossa frente?

Hoje, percebo que cada pessoa tem uma trajetória individual que ninguém conhece. Meu amigo que está viajando pelo mundo pode já ter ficado anos em casa sem saber o que fazer. Minha amiga bem-sucedida, que faz mil palestras motivadoras, amanhã pode perder tudo. Minha conhecida que largou a família para se libertar da obrigação do cotidiano pode já ter dedicado toda a sua existência a uma pessoa que não mereceu. É tudo uma questão de perspectiva. E é tudo uma fração no tempo. Então, não vale a pena olharmos para nosso momento atual e ficarmos nos lamentando, pois são as nossas escolhas e a nossa vontade que nos fazem pisar onde pisamos.

Acho que o importante é estarmos conscientes dos nossos atos e sabermos identificar nosso ponto atual; se estamos bem ali, e aonde queremos chegar. E sabermos que, para mudar a rota, basta acender aquela fagulha interna que nos acompanha e nos avisa que chegou a hora de mudar, pois outros ventos chegaram e novos tempos nos aguardam.

Músicas de fundo:

A Idade do Céu (Moska)

Wind of Change (The Scorpions)

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