Cinemark – 2

O orgulho de ser brasileiro que vai além das Olimpíadas

Por Katia Nascimento

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Foto: Pâmela Nascimento

Fui conhecer o Boulevard olímpico, no centro do Rio de Janeiro, e de repente me deparei com um grupo que se apresentava ali.  Sem palco, com pessoas passando no meio, algumas nem se dando conta de tamanha riqueza cultural que estava acontecendo. Acabou sendo um momento mágico e muito especial.

O texto era simples e profundo. As interpretações fortes singelas e fortes. Foi incrível. O grupo Periferia Cena Portuária demonstrou em seu teatro de rua toda a força e sofrimento de um povo que é a raiz da nossa história. Eles contam a história dos nossos ancestrais. Sim… Nossos. Pois apesar de muita gente negar a sua origem, grande parte da população Brasileira tem o sangue Africano correndo em suas veias.

Mitos e lendas rondam a história dos Negros no Brasil, mas uma coisa é mais do que certa, o sofrimento existiu de uma forma dura e cruel. Seria impossível explicar o sentimento que eu senti hoje, não consigo descrever. O que eu posso te contar é que me fez pensar. Fez-me pensar em quanto os negros ainda sofrem neste país, o quanto ainda precisam provar o seu valor e o quanto são negligenciados de todas as formas.

Eu sou grata ao grupo “Periferia Cena Portuária” por fazer o meu coração vibrar e encher minha tarde de emoção e reflexão.

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Foto: Pâmela Nascimento

Um dia após Rafaela Silva nos honrar com uma medalha de ouro e nos emocionar com sua força, garra e resiliência, eu conheço outra mulher negra fenomenal… Marcela é a única mulher do grupo e passa força no olhar. Precisamos resgatar esta força, precisamos ter esta força. A força para lutar e vencer no tatame da vida.

Nestas duas mulheres eu pude perceber o poder da comunicação que o nosso corpo tem… Uma lutando “literalmente” para mostrar que é forte, guerreira, e a melhor do mundo no judô e na vida. A outra utilizando seu corpo como instrumento de luta social através da dança.

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Foto: Pâmela Nascimento

 

E uma dança fantástica, cheia de elementos de roda. E na roda da vida ser mulher negra se constrói nos altos e baixos desse girar. E eu li no facebook de uma amiga querida que “quem está no giro às vezes empurra; noutras é empurrada, mas nunca; nunca mesmo abre mão de subir no ciclo”.

Mas vamos combinar? É um desafio enorme fazer com que a roda não pare de girar. Precisa de muita força e muita coragem. Precisa de muito amor pela vida e pelas pessoas. Amor que parece estar cada vez mais escasso e até mesmo desconhecido.

Pode ser que você não tenha acordado ainda para a importância que os seus ancestrais têm. Que a força deles grita em você. Que a história dos seus avós, bisavós são as suas histórias também e você precisa, tem o dever de honrar e se orgulhar.

Sabe, ainda tem tempo de mudar e se aproximar da sua história. Conheça-a. Honre-a. Seja grato a quem você é com toda a história que está por trás. Todos nós amamos a abertura das Olimpíadas não foi? Todos nós sentimos orgulho de sermos brasileiro. Então, a cerimônia nada mais foi do que contar ao mundo quem nós somos, nossa história e nossa miscigenação. Não deixe que este orgulho termine com os Jogos. Mantenha viva no seu coração a chama da igualdade e união.

Tenho certeza que com este sentimento latente você conseguirá fazer os seus pontos fortes gerarem muito mais oportunidades e assim sua vida irá brilhar ainda mais. ORGULHO gera forças… Experimente.

master coach

 

 

 

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