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Resistência aos antibióticos já é realidade

Por Bruno Chagas

Foto: Agência Brasil

Foto: Agência Brasil

Você faz uso indiscriminado de antibióticos ou prescreve? Cuidado!

Em 1928, num laboratório de Londres, Alexander Fleming revolucionou a história da medicina. Em um de seus experimentos para novas vacinas, acidentalmente, ele deixou duas placas de estudos em contato. Uma placa com fungos e outra com bactérias. Então, o estudioso verificou que um grupo de bactérias sofrera modificação quando em contato com um determinado tipo de fungo. Ali era descoberta a Penicilina.

Os primeiros experimentos foram feitos em camundongos e, após o comprovado sucesso, foi dado a um policial inglês que estava com infecção grave. O policial evoluiu bem com a ajuda do medicamento, mas como a quantidade era pequena (pois não era feita em escala), ele morreu. Após esse acontecimento, a Grã-Bretanha, então engajada na ll Guerra Mundial, não conseguiu se empenhar e fazer em larga escala, o antibiótico.

Dois homens , Florey e Heatley chegaram nos Estados Unidos e com a ajuda do Departamento de Agricultura conseguiram desenvolver técnicas para a produção em escala das Penicilinas. Contudo, somente em 1946 foi possível a utilização deste medicamento nos civis, pois até esse momento, somente os militares da Grã-Betanha e dos EUA recebiam a droga. A partir disso, vários outros medicamentos foram sintetizados.

Os antibióticos podem ser bactericidas, quando destroem diretamente as bactérias, ou bacteriostáticos, quando impedem a multiplicação das mesmas, facilitando o trabalho do nosso sistema imune no controle da infecção.

Eles agem apenas contra infecções bacterianas e não são efetivos contra infecções de origem viral, fungica ou parasitária.

A resistência antibiótica já é uma realidade e por isso não se devem usar antibióticos indiscriminadamente.

Alguns fatores favorecem o surgimento mais rápido de bactérias resistentes. A interrupção do tratamento antes do orientado pelo profissional é a principal causa. Quando o antibiótico está prescrito por 14 dias, por exemplo, é porque se sabe de antemão que este é o tempo necessário para eliminar quase todas as bactérias. Sendo que algumas dessas bactérias mais fracas são eliminadas com 24 horas, outras precisam de sete dias. Se o tratamento é interrompido antes do tempo prescrito, as bactérias mais resistentes, que precisavam de mais tempo de antibiótico, continuarão vivas e poderão se multiplicar, levando, agora, a uma infecção bem mais resistente.

Dentre os fatores que mais causam resistência aos antibióticos, o uso indiscriminado está entre os principais.

A Colistina é o antibiótico mais potente, e já existe caso de uma mulher, com 49 anos, que se tornou a primeira pessoa portadora de uma bactéria resistente à Colistina.

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Bruno Chagas

  • Colunista no jornal Folha do Rio de Janeiro
  • Especialista em cirurgia pelo Hospital Federal de Bonsucesso
  • Membro  do Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Buco-maxilo-facial
  • Felow em Cirurgia Videoassistida na Letônia
  • Residência em Artroscopia das ATMs
  • Staff do Centro de Deformidades da Face-RJ
  • Staff do Hospital    OesteDor
  • Email: drbrunochagas@hotmail.com                                                                                                           Facebook: facebook.com/brunochagas253

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