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Carlinhos Cachoeira, Fernando Cavendish e mais três deixam prisão no Rio

Por Edir Lima

Carlinhos Cachoeira

Carlinhos Cachoeira

 

Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e o diretor da empreiteira Delta, Fernando Cavendish, foram soltos por volta das 4h dessa segunda-feira (11). Também foram liberados Adir Assad, Marcelo Abbud e Cláudio Abreu, todos presos na Operação Saqueador, da Polícia Federal.

Eles estavam presos no Complexo Penitenciário de Bangu, na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, mas foram soltos por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Por falta de verbas no estado, eles não serão monitorados por tornozeleiras eletrônicas. A vigilância terá que ficar a cargo de agentes.

Um dos advogados que representam Carlinhos Cachoeira, Cleber Lopes, confirmou que os réus terão que ficar no Rio de Janeiro até que seja julgado o mérito do habeas corpus, o que deve ocorrer na quarta-feira (13). Para a defesa, essa decisão da desembargadora Nizete Lobato é ilegal, já que a prisão domiciliar foi concedida e Cachoeira não mora no Rio. Eles acreditam que isso é uma estratégia para que o habeas corpus seja negado e os réus voltem para Bangu. Os advogados de Cachoeira estudam representar contra a desembargadora.

Segundo a defesa de Carlinhos Cachoeira, que entrou com o habeas corpus, o pedido ao STJ questionou a decisão do TRF2 de anular o aval para o contraventor deixar a cadeia e ficar em prisão domiciliar.
Na quarta-feira (6), um dos desembargadores do TRF-2, Paulo Espírito Santo, anulou decisão de outro desembargador, Ivan Athié, que havia convertido em domiciliar a prisão preventiva de Cachoeira, Cavendish e outros três presos.

O argumento era o de que a prisão preventiva não poderia ter sido restabelecida porque o desembargador Ivan Athié já havia liberado Cachoeira da cadeia. Conforme a defesa, o ministro concordou com o argumento.

O ministro determinou que medidas cautelares – como prisão domiciliar e eventual proibição de contato com outros investigados – fossem definidas pelo juiz do caso, no Rio.

Embora o habeas corpus tenha sido pedido por Cachoeira, o ministro Nefi Cordeiro entendeu que a situação de todos os acusados é igual e considerou que todos devem ser beneficiados pela liminar (decisão provisória).

Os cinco foram presos depois de terem sido denunciados pela lavagem de R$ 370 milhões desviados de cofres públicos. Segundo o Ministério Público, contratada para realizar obras públicas, algumas inexistentes, a Delta repassava dinheiro a empresas de fachada, que recebiam o dinheiro e não realizavam o serviço.

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