IAPP – 1

Pare, inspire e expire devagar

Por adrianagoes

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Quando algo não sai do jeito que eu quero, minha primeira reação é: estresse, raiva, palpitação. Quando vejo que algo saiu do meu controle, minha primeira reação é: me preocupar, reclamar, ficar de mau humor.

Estou praticando reverter esse mecanismo em minha mente, pois, como sabemos, o estresse provoca reações químicas em nosso organismo e nos deixa doentes de verdade. Não precisamos nos preocupar tanto. Aquela máxima que diz  que “no final tudo dá certo” é verdadeira. De um jeito ou de outro, dá tudo certo.

Tive uma colega no trabalho que era assim: super zen, falava bem devagar, o mundo parecia estar se acabando e ela se mantinha intacta, sem um pingo de suor, sem um fio de cabelo fora do lugar e continuava falando assim pau-sa-da-men-te. Não sei se um dia chegarei a este ponto, pois a nossa natureza deve ser preservada e há certas horas em que é preciso agir com ímpeto. Mas estou tentando não me preocupar tanto, mesmo que seja um problema grave e, principalmente, se for um problema pequeno ou – como acontece na maioria das vezes –  nem for de fato um problema. Vamos praticar levar a vida mais leve. O que despertou o meu estresse hoje realmente pode me causar alguns aborrecimentos, mas, parando para refletir, percebo que:

  1. O problema nem aconteceu ainda.
  2. O problema pode nem acontecer.
  3. Se acontecer, certamente será temporário. Ou seja, fim do problema.
  4. Se acontecer e não for temporário, certamente conseguirei me desvencilhar do problema.
  5. Se eu não conseguir me desvencilhar, é só eu lidar com ele de uma forma leve, até que percebam que isso não tira a minha paz e não é um problema para mim.

Essa análise dos fatos e da construção dos nossos pensamentos, aprendi com a terapia cognitivo comportamental, que fiz durante três anos e para a qual pretendo voltar em breve. Ao concluir este texto, já inspirei fundo e expirei devagar tantas vezes que já me sinto em paz. E, até o momento, nenhum sinal do problema.

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