Chelle Oliveira 1

O dia em que resgatei meus sonhos

Por adrianagoes

notebook-1405303_960_720Estou distante de mim. Começo a sentir falta de quem realmente acho que sou. Na correria da vida, muitas vezes, abandonamos aos poucos as coisas das quais a gente gosta. E vamos vivendo a mesma rotina. Acordar, ler as notícias, se arrumar, trabalhar, malhar, postar e, de vez em quando, ter um lazer. Às vezes, podemos nos esquecer de viver de verdade, de realizar aqueles planos mais íntimos que temos.

Não estou falando de ir à praia, sair para jantar em um restaurante maravilhoso, curtir os filhos e amigos ou ir ao cinema. Se isso te faz feliz, ótimo! Afinal, sempre digo que a felicidade está nas pequenas coisas da vida. Mas acho também que, em certos aspectos, o “simples” pode não ser o melhor caminho. Acho que pode haver mais em cada um de nós. Desejos e planos secretos que nada têm a ver com filhos e marido ou mulher. Nos esquecemos de fazer o que amamos ou o que um dia desejamos, cegos pela ilusão causada por um entretenimento efêmero e comum. Acredito que todos têm uma missão nesse mundo. Algo dentro de você, lá no fundo, que te diz a que você veio a este planeta.

Proponho então o seguinte. Ponha uma pitada de planejamento em sua vida e volte a fazer as coisas de que gostava. Vou chamar de um resgate dos seus sonhos. Mas não é a clássica lista de coisas a fazer, é a lista de coisas que você já está fazendo, que queria fazer há algum tempo, mas nunca conseguia tempo.

Não importa se você começou ontem ou neste minuto, escreva. E quando achar que está congelado no mundo, releia a sua lista. E, então, você se lembrará de quem era quando escreveu aquelas coisas.

Eis o meu plano de resgate:

– Estou vendo os filmes do livro “1001 filmes para ver antes de morrer”, bem ao estilo do filme Julie e Julia, no qual a personagem a cada noite testava uma receita. Claro que estou indo em um ritmo mais levinho;

– Estou pensando (pensar não vale! Como diria o “Mestre Yoda”, faça ou não faça) em voltar a estudar música, de longe a coisa que mais mexe comigo, e uma das únicas que não quero abandonar nunca;

– Estou escrevendo mais, novamente;

– Apadrinhei uma criança no Action Aid;

– Voltei para o curso de tradução;

– Estou comendo menos chocolate e provando comidas diferentes;

– Estou cozinhando (quem diria!).

Os sonhos foram inventados para serem realizados, mas também renovados. Pouco importa o tamanho ou a relevância dos seus sonhos. O que importa é que eles te impulsionem. Não importa se é cuidar bem do seu filho, ajudar a acabar com a fome no planeta ou ter uma mini-horta na cozinha. O que importa é que eles sejam “do bem” e te ajudem a chegar mais perto do seu objetivo e da sua felicidade. Afinal, quem não quer um mundo mais feliz?

 

 

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