Cinemark – 2

A Lei da Atração, o Universo e Eu

Por adrianagoes

silverlining4

 

Sincronicidade. Essa é uma das minhas palavras preferidas. Quando era adolescente, comecei a acreditar nessa coisa de sinais do universo. Pensava em uma música e ela tocava no rádio. Conhecia um menino e começava a ver coincidências que me faziam acreditar que ele era a minha alma gêmea. Se todos esses sinais fossem certos, eu já teria casado umas cinco vezes. Minha terapeuta me explicou que o psicanalista Jung já falava disso: “se chama sincronicidade, não tem nada a ver com coisas paranormais, isso é a Lei da Atração, um fenômeno físico”.

Uma vez, escrevi um texto inspirada por raios de sol cruzando as nuvens em um fim de tarde na Praia de Icaraí, em Niterói (RJ). Naquele dia, assisti ao ótimo filme “O lado bom da vida”, que em inglês se chama “Silver Linings” ou “raios de sol passando por entre as nuvens” em português. Quando cheguei em casa e liguei o rádio, adivinha o nome da música que estava tocando (e que eu nunca tinha ouvido)? “(Hi ho) Silver Linings. Coincidência boba? Provavelmente. Mas me fez pensar.

E como explicar o mistério que envolve a hora em que nasci? Adoro Astrologia e periodicamente olho o relógio exatamente nesse horário: 22:24. Começo ou termino algo e quando olho o relógio despretensiosamente, está lá, a me encarar: 22:24. O que isso poderia significar? Nada. Ou, na hora certa, descobrirei.

Só enxergamos o que queremos no momento ou há realmente coisas maiores do que nós? Uma espécie de guia invisível no universo, interligando todas as coisas de alguma forma? Chegar a uma resposta não é minha pretensão, questionar já me intriga bastante.

Quando larguei um emprego estável de quase dez anos para me aventurar em uma carreira que eu e meus amigos nunca pensaríamos, jamais poderia imaginar que encontraria no meu novo trabalho o meu grande amor, minha alma gêmea. Ele, por sua vez, também tinha ficado dez anos no mesmo setor e, no ano em que eu cheguei, ele se divorciou e foi transferido para o mesmo prédio que eu. Fomos atraídos para o mesmo trabalho e um para o outro… como não acreditar? Sua filha e eu ainda nascemos no mesmo dia. E, nessa quinta-feira (19), após um ano e meio juntos, será o dia do casamento dessa colunista que vos escreve.

Afinal, coincidências existem ou não? Hoje, eu tendo a acreditar que não. O que existe é algo invisível no Universo que guia nossos passos, ilumina nossas ideias e abre nossos caminhos.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *