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Império de Casa Verde é campeã em SP

Por Edir Lima

Foto: LIGASP

Foto: LIGASP

 

Com o enredo “Império dos Mistérios”, a Império de Casa Verde foi eleita a campeã do Carnaval 2016 de São Paulo, depois de um jejum de 10 anos. O resultado foi anunciado durante a apuração das notas, na tarde desta terça-feira (9), no Palácio de Convenções do Anhembi. É o terceiro título da agremiação no Grupo Especial.

Até o final da leitura do quarto quesito, samba-enredo, a Mocidade Alegre era a única escola com apenas notas 10 de todos os jurados – a agremiação “gabaritou” também mestre-sala e porta-bandeira, enredo e alegoria. A Império assumiu o topo da apuração na categoria bateria e se manteve em primeiro lugar até o final da leitura das notas.

As escolas X-9 Paulistana e Pérola Negra foram rebaixadas ao Grupo de Acesso. As agremiações terminaram a apuração, respectivamente, no 14º e 13º lugares.

Confusão

A apuração foi marcada por confusão, empurra-empurra e reclamações de integrantes das escolas, especialmente da Vila Maria, que teve um representante detido pela Polícia Civil. A confusão começou na leitura das notas de evolução, depois que um dos jurados deixou de dar nota à Império de Casa Verde, que acabou ficando com duas notas 10 no quesito.

Nova revolta ocorreu quando outro jurado, desta vez no quesito harmonia, deixou de atribuir nota à escola Dragões da Real no quesito. Foi quando policias tiveram de intervir e houve detenção de um representante da Vila Maria.

O desfile

A escola, escolhida pela grandiosidade de seus carros alegóricos, foi a segunda a desfilar na noite de sábado no Anhembi, com a missão de quebrar o jejum de dez anos sem títulos. O responsável por essa mudança foi o carnavalesco Jorge de Freitas, ex-Rosas de Ouro, que teve o desafio de fazer um desfile com a sua assinatura, mas sem perder a identidade luxuosa do “Tigre Guerreiro”.

A Império de Casa Verde apostou no luxo, sem economia no uso de plumas e penas. O belo acabamento das fantasias e alas coreografadas também foram ponto alto do desfile.

A proposta do enredo era viajar por tudo aquilo que o homem busca explicação, como os mistérios da fé, da morte, de civilizações antigas ou míticas e da vida em outros planetas.

À frente da poderosa bateria, reinaram a rainha Valeska Reis (assistente de palco de Rodrigo Faro na Record) e a madrinha Lívia Andrade, atriz e musa de Silvio Santos no SBT, que usou lentes vermelhas, representando o anjo da morte.

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