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A geração da (in)felicidade

Por Lívia Nakaguma

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No mundo perfeito, cheio de riquezas e generosidade, em que as guerras são feitas por homens maus tão distantes e intocáveis, espera-se que sejamos todos felizes e satisfeitos. Ora, que isso é utópico não é novidade. A novidade é que a infelicidade toma conta de jovens adultos que se sentem cobrados pela sociedade, como se eles não fizessem parte da mesma, a responder de forma prática, rápida e, convenhamos, confusa aos estímulos cotidianos.

A rotina workaholic, que domina o estilo de vida da população economicamente ativa, mais parece uma corrida para chegar a lugar nenhum. A imagem louca, descabelada, sem tempo, agarrada ao celular para resolver coisas “importantes” parece soar positiva para aqueles que a mantêm às custas da própria vida.

O que aconteceria se, ao acordar pela manhã, esses jovens não se apressassem para um banho rápido, um café engolido e uma corrida até o trânsito a caminho do trabalho?

O que aconteceria se esses jovens acordassem e se permitissem escolher algo diferente? Se eles não estivessem presos ao clichê da rodinha do hamster?

Bom, eles teriam que, efetivamente, lidar com questões importantes sobre eles mesmos, seus relacionamentos, erros, acertos, desejos. Muitos deles declarariam estar deprimidos, infelizes, afinal, não é normal entrar em contato com sentimentos profundos, isso é uma doença. Só que não, isso é um grande passo para evoluir e ser saudável.

Outros, os que insistissem, viajariam o mundo, aproveitariam o dia, aprenderiam coisas novas sobre o mundo e sobre eles mesmos, eles ousariam ser felizes sem a imagem do “sou muito importante porque meu celular não para”.

Outros ainda, simplesmente não suportariam tamanha liberdade e voltariam correndo para suas rodinhas.

Enfim, reflexão para 2016.

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