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Brasil registra 2,5 milhões de desempregados a mais em um ano

Por Edir Lima

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O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou, nessa sexta-feira (15), que o número de desempregados no Brasil passou de 6,6 milhões, no trimestre de agosto a outubro de 2014, a 9,1 milhões, no mesmo período de 2015. O aumento foi de 38,3% em um ano, ou 2,5 milhões de pessoas a mais procurando trabalho.

Já a população ocupada atingiu 92,3 milhões de pessoas, mostrando estabilidade nas comparações mensal e anual.

O setor com a maior queda no número de trabalhadores em um ano foi a indústria. São 751 mil pessoas a mais sem emprego, uma queda de 5,6% no total de trabalhadores entre 2014 e 2015, no trimestre de agosto a outubro.

O rendimento médio real foi 1.895 reais, estável frente ao trimestre de maio a julho e em relação ao mesmo trimestre de 2014. A massa de renda real somou 169,6 bilhões de reais no trimestre até outubro, queda de 1,2% ante igual período de 2014 e recuo de 0,3% ante o trimestre até julho de 2015.

Com esse cenário, a taxa de desemprego nacional de agosto a outubro subiu para 9%, a maior desde 2012. Um ano antes, ela estava em 6,6%.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (15) e fazem parte da Pnad Contínua mensal. Ela usa dados de trimestres móveis, ou seja, de três meses até a pesquisa. Na de outubro, são usadas informações de agosto, setembro e outubro.

A indústria foi o que mais dispensou trabalhadores em um ano, com queda de 5,6% no total de pessoal ocupado no período, o equivalente a 751.000 postos de trabalho. O segundo setor que mais demitiu foi o de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, com extinção de 429.000 postos na mesma base de comparação.

A Pnad Contínua usa dados de 211.344 domicílios particulares permanentes distribuídos em cerca de 3.500 municípios.

O IBGE considera desempregado quem não tem trabalho e procurou algum nos 30 dias anteriores à semana em que os dados foram coletados.

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