Hinode – 1

Uma carta do Chico Cunha

Por Altamir Lopes

 

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(Foto: Reprodução/Internet)

Olá, queridos leitores!

Vamos falar um pouco sobre uma das bases do relacionamento humano na gestão de pessoas. E vamos fazer isso contando uma pequena história…
Prelúdio: Antes que qualquer pessoa tire qualquer conclusão sob uma possível alusão a determinada identificação/promoção política, deixo frisado e registrado que esse texto não tem ligação com partidarismo, ventilação ou corrente política. É só um texto bem-humorado a respeito de uma das mais críticas situações de gestão que existe: A problemática da arte da comunicação.
Auge vespertino do dia. A tensão e as atividades diárias estavam concentrando minha mente numa difusão de ações executadas e a executar. Chego no ambiente de trabalho e, num saque rápido, sou atingido com a pergunta alvejante:
-Ficou sabendo da mais nova doença transmitida pelo Aedes egípcio? (isso mesmo: egípcio! Pelo menos não alterou a nacionalidade da criatura picadora)
-Hã? – Devolvo a pergunta com outra pergunta.
-É a doença nova que o mosquito está transmitindo!
Será que vai ser introduzida uma nova letra no alfabeto da dengue? –  Pensei – Dengue tipo A, B…Será que já chegamos na Z e eu nem vi?
-Rapaz essa é séria – disse meu interlocutor – e disparou – É a ‘Chico Cunha”!!!
-Hã? – disparei de novo pensando se ouvi direito. E reforcei: Como é que é?
-Chico Cunha.Todo mundo “tá” falando nisso.
Bem, eu não tinha ouvido falar nada a respeito disso. Então fiquei pensando nas possibilidades. Será esse o nome do descobridor da doença (se fosse esse o caso, seria um grande cientista e pesquisador brasileiro, talvez…) ou seria o nome da primeira pessoa que adquiriu a doença (já nessa possibilidade talvez seria um desavisado morador da periferia, talvez…), então dei outro disparo na tentativa de acertar os ponteiros:
-“Peraí”, você ouviu direito? É “Chico Cunha” mesmo???

-Com certeza – respondeu meu informante municiado de todas as convicções equivalentes àquela semelhante a do passageiro de avião quando defende a imensurável segurança desse meio de transporte.

Pensei, pensei e pensei. E agora? Principalmente no momento de CRISE (Que defino como Calamidade Retroalimentada com Inserção da Sociedade Expiatória), será que precisamos de mais uma picada, digo, pincelada, para piorar o que já está ruim no pano-de-fundo desse palco de teatro?
Parei de apenas pensar sobre o assunto e fui direto na fonte citada pelo meu informante: Internet.
E não é que ela estava lá? A Chico Cunha já tinha arrebanhado um monte de seguidores. Ou doadores. Ou portadores. Ou criadores… Ou causado horrores.
E navegando nesse mar de lama revolto de desinformação acabei deparando com a fonte da alterada  expressão originadora da confusa fonética da criação do “Chico Cunha”: o malfadado chikunguinya . Pronto! Acabaram as minhas dúvidas e deu-se um restart  nas minhas inquietações.
E, para os que estão habituados a ler essa coluna e estão se perguntando: “onde está a matéria sobre Gestão de pessoas?”, basta que eu diga: quando tiver que se comunicar, procure fazê-lo corretamente tanto na linguagem verbal quanto na não verbal. Tanto no ouvir, quanto no falar. Isso melhorará, e muito, sua capacidade e habilidade enquanto gestor, seja do que for..
Comunicar-se bem é uma arte. Afinal, já pensou se fossem escrever uma carta a respeito do Chico Cunha sem temer a possibilidade de se criar qualquer tipo de dilema? Como a língua portuguesa é versátil!
E se você tem uma crítica, dúvida ou sugestão a respeito de assuntos relacionados à gestão de Pessoas e Negócios, escreva para altamirlopes@folharj.com.br . Será um prazer receber seu contato!

2 thoughts on “Uma carta do Chico Cunha

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