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Gastronomia é atração da Feira da Providência

Por Raissa Valentim

O constante intercâmbio de informações, conhecimento e experiências vem se mostrando cada vez mais presente no universo da cozinha. Essa história de segredos culinários do oriente, temperos exóticos da Índia, por exemplo, já caíram por terra há tempos. Como garanto isso para você? Basta lembrar-nos da última edição da Feira da Providência que ocorreu no Rio Centro no final de Novembro.

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O evento, que está no seu 55º ano, reúne artigos de artesanato, decoração e vestuário de todas as regiões do Brasil e de muitos países pelo mundo afora. São dois pavilhões inteiramente dedicados em fazer com que os visitantes possam experimentar o prazer de embarcar pelas diferentes culturas. E onde fica a gastronomia nisso tudo?

Ora ora ora… A gastronomia é, ao meu ver, a grande protagonista dessa festa toda! O que não seria da feira se não fossem os stands de embutidos e queijos variados muito bem representados pela região Sul? Ou até mesmo os stands dos mais variados doces de leite e goiabadas trazidos pelos nossos amigos mineiros? É disso que eu estou falando, meu querido leitor! Vamos imaginar, então, um mercado onde você pode comprar desde uma cerveja alemã, de raiz, até biscoitos japoneses e geleia de vinho branco direto de Portugal? Te digo que este evento é a oportunidade ideal para viajar nesta estrada de sabores e nunca mais viajar por outra!
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Chás chineses de sabores variados

Quando gostamos de cozinhar, a chance de experimentarmos novos temperos e maneiras de executar nossas receitas abre a nossa imaginação e traz mais alegria e satisfação para aqueles que desfrutam dos nossos pratos. Sempre fui daquelas pessoas que, quando se trata de experimentar algo novo na cozinha, não há limites!

Ao estudar a história milenar da gastronomia, aprendemos que não só os temperos e ingredientes, mas também como os hábitos e formas de um determinado povo se alimentar foram frutos de uma miscigenação que ocorreu ao longo dos anos. Um grande exemplo disso foi o chocolate. Desde de 600 A.C. os Maias já tinham ciência do fruto. Quando Colombo chegou às Américas em sua quarta expedição, descobriu que o fruto era usado como uma espécie de moeda e também para o preparo de uma bebida muito saborosa. Colombo, no entanto, não se interessou muito pela iguaria. Entre muitas idas e vindas de europeus ao continente americano, o suíço Daniel Peter coloca o primeiro chocolate ao leite no mercado em 1875. Em 1879, Rodolphe Lindt, também suíço, produz o primeiro chocolate que derretia na boca.

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A pequena história do chocolate foi apenas para ilustrar que o intercâmbio gastronômico existiu no passado e permanece no presente ainda mais forte. Não é preciso viajar para fora do Brasil para percebermos o quanto a culinária pode ser reinventada e apreciada de muito ângulos. Basta explorar.

Não se esqueça de me acompanhar no Instagram @raissavdesouza.

 

 

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