Quando a anestesia acaba…a realidade começa

Por Altamir Lopes

Foto: Pixabay

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Ao pausarmos, pelo menos por um pouco de tempo,  a ação de olharmos para os nossos próprios umbigos e nos concentramos na observação um pouco mais atenta na pandemônica situação na qual se encontra a nossa sociedade, encontramos insofismavelmente o que a maioria das pessoas procura rejeitar – a realidade.
Não estou falando de “Verdade”. Estou falando de RE-A-LI-DA-DE. A realidade que nos cerca, penetra e impõe.Talvez seja por isso que a substância mais consumida no planeta seja a ANESTESIA, sob suas mais variadas formas.
Lutar contra o que não se poder ver. Aceitar o que deveria ser inaceitável. Destruir o que existe para nos servir. Amar o que nos destrói. Destruir o que ou quem nos ama. Tudo isso são ações recorrentes que fazem a filosofia e a práxis de gestão de pessoas no sistema mundial atual percorrer caminhos ambíguos, descomedidos e até perversos.
A escravidão não acabou. Apenas tomou formas diferentes, adaptadas ao que a sociedade – o Homem individual e o Homem coletivo – aceita ou percebe ser proveitoso, seja para o dominador quanto para o dominado.
A democracia nunca sequer começou. Regada pela demonocracia,  a democracia que estamos acostumados a contemplar como uma  bem intencionada  forma de gerir acabou se tornando ferramenta dos detentores de poder – seja de que tipo for –  para culparem os ignorantes e mais humildes pelos resultados e problemas da sociedade.
“Afinal”, dizem os corruptos, “estamos NO PODER porque VOCÊ ME COLOCOU AQUI “.
A natureza sempre foi prioridade – quando o assunto é extração, exploração e supremacia. Afinal, nada nem ninguém além de nós, humanos, tem a “capacidade de raciocinar”. Sim, somente nós, humanos “raciocinamos”. Por determos esse poder, julgamos-nos deuses que podem decidir e executar a vida das irracionais e ignorantes plantas, animais, pedras e atmosfera….e nos tornamos algozes de nós mesmos.
Deus? Claro que ele existe. Vários. Dezenas. Centenas. Milhares. Milhões. E claro que o contraponto também: Demônios. O problema maior não se encontra somente na discussão sobre se eles existem ou não e sim em discernir quem é quem, ou seja, quem é Deus e quem é Diabo . A maioria esmagadora da humanidade confunde esses personagens ao seu bel-prazer, por necessidade pessoal ou forma de praticar dominância. Com isso, torna-se possível “ver” a “materialização” de anjos e demônios em nosso dia-a-dia, gerando choques de realidades e interesses.
Terrorismo, agressão ao meio-ambiente, crianças mal tratadas e abandonadas, tráfico de drogas, doenças “incuráveis”, famílias em ruptura total, violência doméstica. Isso e muito mais, na verdade, é retroalimentado pelo próprio sistema altamente corrupto onde a “lei do mais forte” – os que possuem mais poder- impera.
Ainda existem pontos de resistência. Mas não passam disso. Pontos de resistência entrincheirados nas covas que eles ( ou nós ) mesmos ajudaram ( ou ajudamos ) a construir.
Solução? Claro que existe.
Mas, para contemplá-la, é necessário usarmos uma das mais  fortes e poderosas ferramentas que o ser humano possui: a capacidade de dialogar. Escreva para altamirlopes@folharj.com.br. Vamos conversar.

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