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007 Contra Spectre

Por Daniel Romano

Divulgação

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James Bond está na ativa novamente. Dessa vez, o nosso agente 007 recebe pistas de M (Judi Dench), após a sua morte, que levam a uma organização chamada Spectre. Enquanto isso, o programa 00 é colocado em cheque pelo novo Secretário de Segurança (Andrew Scott), que quer matá-lo enquanto tenta implantar um sistema de vigilância internacional. Ou seja, Bond terá que agir sozinho mais uma vez, mas isso não é nenhuma novidade para nós. Ponto. Chega de sinopse. Preciso muito falar sobre Daniel Craig. Desde que li que o ator está cansado de ser James Bond numa entrevista recente à revista Time Out, confesso que fiquei um tanto chateado com a história. Mas tentei deixar isso de lado, já que nunca sabemos se essas fofocas são de fato verdades.

Sempre tive Pierce Brosnan como referência para o papel, ainda que Craig tenha sempre cumprido os trabalhos com maestria. O grande problema (pra mim) foi tentar olhar o personagem de Daniel Craig sem me lembrar do bendito comentário que dizia “prefiro cortar os pulsos ao invés de fazer um novo 007″. Sou fã da série e o filme me remete à minha infância, aos meus games e fica impossível não se deliciar com o longa. A trilha sonora de abertura já me conquista de imediato. Aquele barulhinho me tira positivamente do sério.

A expectativa sobre 007 Contra Spectre era muito grande. O diretor Sam Mendes nos presenteou anteriormente com 007 – Operação Skyfall, que foi um sucesso danado. O filme foi muito elogiado e teve uma aceitação incrível do público. Não acredito que o mesmo aconteça com Spectre. O roteiro é bem mais simples e talvez incomode algumas pessoas que buscam uma perfeição cinematográfica. Spectre cumpre o papel “arroz com feijão” que um bom 007 pede. E é um arroz com feijão gostoso e bem temperado. Não falta nada. Perseguições, explosões, tiros, bombas e uma linda mulher como protagonista para ser salva pelo agente bonitão. Temos um Bond mais investigador do que explosivo. É um filme mais classudo e com tiradas cômicas. Vale até cair do alto de um prédio em cima de um sofá. Tudo está mantido em altíssimo nível, mas o olhar para esse novo capítulo precisa ser diferente. A estética é diferente. Spectre não veio para ganhar novos fãs para a franquia, e sim para agradar os apaixonados pela série. E da minha parte conseguiu.

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