Uninter – 1

Por que as empresas se preocupariam com gestão socioambiental?

Por Altamir Lopes

Cuidar ou destruir - ambos estão em nossas mãos. Será?

Cuidar ou destruir – ambos estão em nossas mãos. Será?

É fato insofismável que falar de gestão socioambiental ganhou destaque no dicionário “corporativês” nas últimas décadas, nos últimos anos, nos últimos dias… Mais uma reciclada vez! O conjunto de empresas preocupadas (quem sabe) com o tema (ou com o que ele traduz) só aumenta. Talvez a palavra-chave para todo esse caldo-verde de informação “eco-econômico” seria a tão aclamada palavra SUSTENTABILIDADE.

Todavia, levando em conta fatos, ora claros ora obscuros, gera-se a seguinte questão: sustentabilidade de quê? Dos lucros, da empresa, do produto, do planeta, da Amazônia, da mata atlântica, do pré-sal, do cliente, dos acionistas, dos métodos, da ética, da honestidade, da sinceridade, do caráter, de princípios? E na crista da onda poluída desse assunto encontramos empresas realmente interessadas no meio ambiente, ou não. Há também as que são tão “eco-agressivas” quanto “necessárias” para a humanidade, ou não.

A partir daí, conclui-se: o que será que TODAS as empresas têm em comum, quando se toca nesse assunto? Simples. O princípio de que não se deve deixar os lucros caírem em extinção. E se os lucros vêm dos insumos naturais e renováveis e da mão-de-obra feliz e satisfeita, então por que deixar que esses últimos também fiquem extintos? Portanto, parece que, atualmente, a linguagem corporativa traduz assim a definição de “sustentabilidade”. Afinal, sustentar-se significa ficar de pé (ter lucro), sendo necessário existir um chão, ou uma base, para isso (nossos recursos). Agora, se o foco é a sobrevivência vital ou econômica, só a consciência e a ética individual poderão responder – em parte, claro!

Para finalizar, entende-se que, nos dias de hoje,  o gestor de negócios que agora se transforma também em gestor ambiental – literalmente um “fiscal da natureza”-, precisará mais do que em qualquer outro tempo da nossa história destruir os paradoxos desses conflitos externos e principalmente internos, se deseja realmente falar e agir de forma contundente e íntegra quando se trata de gestão socioambiental. Será que conseguirá? Só o pouco tempo e recursos naturais que nos restam dirão.

E isso também é gestão de pessoas. Afinal, somos parte do meio ambiente.

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