Alecs – 1

Terror na França é tão triste quanto tragédia de Mariana

Por Edir Lima

A guerra de relativização das tragédias de Mariana e da França entre internautas foi a polêmica dos últimos dias nas redes sociais. Não dá para acreditar que milhares de pessoas se preocupem e se incomodem com o espaço que a mídia deu para o terror ocorrido em Paris, ao invés da também tragédia da cidade de Mariana. Esqueceram que o atentado aconteceu no maior aliado dos Estados Unidos contra o Estado Islâmico, esse grupo que é o lixo da barbárie. Nacionalistas, menos.

Stalin já dizia: “A morte de milhões é uma estatística. A morte de um homem só é uma tragédia”. Devemos dar importância a qualquer acontecimento que envolva a morte ou sofrimento de seres humanos. Isso foi dado pela imprensa, guardadas suas devidas proporções.

Por que não direcionar as críticas às providências que deveriam ser tomadas pela Samarco e pelos órgãos públicos nessa fiscalização que não existe, na maioria dos setores, ou são ineficientes. Imagine quando se trata da estrutura de uma barragem.

Vamos cobrar, agora, as providências. O que fazer das outras duas barragens que também ameaçam ruir, segundo a Samarco. Sem falar nos municípios que foram e serão afetados pela onda de lama resultante do rompimento das barragens.

O que fazer com o sonho destruído das famílias desamparadas e aquelas que perderam seus entes queridos? O Ministério Público de Minas Gerais faz a sua parte e exige medidas da empresa envolvida. Está na hora dos internautas, incomodados com a repercussão do terror na França, discutir na rede social e cobrar ações concretas dos órgãos públicos, para que outras barragens não se rompam por descaso e negligência de seus responsáveis.

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