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Jornalista e escritor Mario Dias é homenageado no Diário da Poesia

Por Altamir Lopes

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À esquerda da foto, o Diretor do Restaurante Sintonia Fina, Sr. Fábio Hartmann. Ao centro, o escritor Mario Dias e, com a camisa oficial do Diário da poesia, o idealizador e coordenador do evento Renato Cardoso, poeta e professor.

Na última sexta-feira, aconteceu uma espécie de  déjà vu antagônico de emoções: as cargas de adrenalina disparadas por motivos diferentes, no mesmo dia de um mesmo mês – porém com mais de três décadas de diferença.

Sim, foi em SEIS de NOVEMBRO, de 1984, que o Jornalista, produtor, escritor e Nobre figura Gonçalense Mário Dias dava entrada no Hospital Antônio Pedro, em Niterói, Estado do Rio de Janeiro, por conta de um infarto que ainda lhe renderia nove dias de profunda introspecção e que resultaria na produção do seu quinto livro “CTI – Antessala da morte: um passeio pela vida”. Mal sabia o grande escritor que, 31 anos depois, ele viria à sua cidade natal, exatamente no dia SEIS de NOVEMBRO (coincidência ou não) para ser homenageado por seus amigos e conterrâneos em mais um lançamento desse belíssimo livro.

Esse momento especial ocorreu durante o já conceituado “Diário da Poesia”, um evento de periodicidade mensal coordenado pelo Poeta e professor Renato Cardoso no espaço do restaurante Sintonia Fina, que possui como diretor o sr. Fábio Hartmann, outro entusiasta da cultura e arte gonçalenses. Você poderá conferir os melhores momentos do evento captados na lente do fotógrafo e também poeta José Francisco Rodrigues, que também assina as fotos dessa matéria, na página oficial do diário no Facebook, clicando nesse link : www.facebook.com/diariodapoesiasg

O jornal Folha do Rio de Janeiro estava presente, na pessoa de um dos seus colunistas, Altamir Lopes, e lhe foi concedida a grande honra de entrevistar essa pessoa simples e ao mesmo tempo valiosíssima, tanto em termos humanos quanto profissionais. De fato, a simpatia, inteligência, profissionalismo e bom humor de Mario Dias justificam o seu sucesso nos seus 50 anos de carreira. Entusiasmado e feliz com a homenagem recebida no Diário da Poesia, agradeceu a amigos e companheiros de longa data que estavam presentes e concluiu seu discurso com o forte brado: “Em são Gonçalo, tem cultura!” Abaixo um bate-papo com o grande escritor:

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Em entrevista a Altamir Lopes, do jornal Folha do Rio de Janeiro

ALTAMIR LOPES: Como jornalista, uma de suas maiores missões sempre foi de informar os fatos de forma clara, íntegra e verdadeira. Ao escrever seus livros, percebe-se que, além de informar, você se preocupa em transmitir uma mensagem para os leitores. Qual a principal mensagem que você espera deixar com o livro CTI – antessala da Morte?

MÁRIO DIAS: Marcar que a vida é de luta permanente, sem esmorecer e procurando renascer a cada dia, inovando e irradiando otimismo, mas não tenha dúvida que a leitura evidencia autoajuda.

ALTAMIR LOPES: Durante a sua vida profissional, você teve a oportunidade de atuar com emissoras de rádio e TV, além de escrever inúmeros artigos e reportagens para jornais. Interessante que se nota que você “passeou” pelo campo da tragédia – com matérias policiais – e pelo campo da música e entretenimento, especialmente dando contribuições importantes para o samba carioca. O que significou para você, como pessoa e como profissional, noticiar, produzir e se reportar a dois mundos, duas realidades, aparentemente tão antagônicos?

MÁRIO DIAS:  Por mais paradoxal que possa parecer, trajetória, comédia e festa andam juntas, fazendo parte do dia-a-dia. Temos que saber separar e extrair experiência, canalizando e refletindo o que ficou de bom.

ALTAMIR LOPES: Quais são suas atuações profissionais atuais? O que você aconselharia, do ponto de vista profissional, a um jovem jornalista em começo de carreira?

MÁRIO DIAS: O jornalismo, a comunicação, abrem um leque de labor. Em termos de impresso, jornais, revistas, livros e até histórias de super-heróis. Mas na comunicação você pode ser mestre de cerimônia, animador, apresentador de eventos e inúmeras outras atividades. O rádio também apaixona, pois chega no carro, no campo, na cidade, com resposta imediata. A TV também fascina, com relato em detalhes da imagem, sem ser repetitivo, pois já existe a visão. Ativo também na produção de shows, eventos e inclusive direção de filmes, DVDs e edição.

ALTAMIR LOPES: O que significou para você ser homenageado num evento cultural na sua cidade natal?

MÁRIO DIAS: Sem vaidade, a certeza que minhas origens estão fincadas na minha terra natal, da qual tenho muito orgulho. Foi algo que me tocou muito.

ALTAMIR LOPES: No seu livro, há várias referências diretas e carinhosas à sua família. De tudo o que aconteceu com você, até agora, qual lugar você acredita que a família ocupou ( e ocupa ) na sua trajetória? O que gostaria de deixar registrado para eles?

MÁRIO DIAS: Tudo na questão da família é fundamental para o sucesso do ser humano. A cada dia temos de conquistá-la. É difícil, porém extremamente gratificada.

Só alegria durante as apresentações do Diário da Poesia

Só alegria durante as apresentações do Diário da Poesia

O livro CTI – Antessala da Morte é editado pela Editora Muiraquitã e pode ser adquirido nas principais bancas de jornais da nossa cidade ou pelo e-mail mariodias.jornalista@gmail.com .

Sobre o Diário da Poesia.

  • O diário da poesia é um evento cultural que ocorre toda a primeira sexta-feira de cada mês no restaurante Sintonia fina,  na presidente Kennedy, 673, em São Gonçalo. A entrada é franca e lá o visitante poderá assistir a lindas declamações de poesias, apresentações de bandas e cantores além de contemplar obras de arte que ficam expostas. Mais informações pelos números: 26069346 / 39090411. Vale a pena conferir!

 

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