Leandro Cunha – Topo

Gestão de pessoas em crise – Para sempre?

Por Altamir Lopes

Com quem discutimos quando estamos brigando?

Com quem discutimos quando estamos brigando?

Não vou e nem quero falar da crise que parece estar sendo bastante mencionada, nos últimos dias ou meses, aqui no Brasil. Portanto, se você estava procurando mais um artigo sobre isso, pode parar de ler.

Pretendo apenas levantar a temática da crise instaurada desde quando o ser humano tomou ciência de si e da sociedade que formara: a persistente, contínua e duradoura crise na gestão de pessoas em ambientes diversos, sejam estes corporativos ou não.

Desde tempos passados, o “desenvolvimento” do relacionamento intra e interpessoal passa por transformações e impactos tão complexos que tornou-se praticamente raiz de  tudo o que podemos chamar de crise, sob variadas formas de visão e compreensão. Não pretendo escrever no tocante às áreas de psicologia, sociologia, economia, politica, religião ou nos âmbitos familiares, pois isso seria pretensão demais da minha parte. Pelo contrário, convoco os meus mais queridos amigos e renomados profissionais que comentem, se desejarem, a relação que há entre a gestão de pessoas e essas expertises nas quais atuam com maestria. Que tal dar sua opinião a respeito da…

Gestão de pessoas e a política

Gestão de pessoas e a família

Gestão de pessoas e a psicologia

Gestão de pessoas e a sociologia

Gestão de pessoas e a economia

Gestão de pessoas e a religião

…e por aí vai.

Por agora, enquanto gestor de pessoas, o que posso emitir é uma provocação: Enquanto estivermos mais preocupados em ter, possuir, dominar, reter e acumular capital e poder, ao invés de compartilhar e servir, jamais conseguiremos atingir a excelência altruísta e essencialmente humanista na prática de gestão de pessoas.

Concordam?

Deixem seu comentário, sugestão e especialmente sua crítica aqui no post, ou envie um email para altamirlopes@folharj.com.br

 

Grande abraço

Altamir Lopes

 

 

6 thoughts on “Gestão de pessoas em crise – Para sempre?

  1. Márcio

    Percebo que a comunicação nas empresas está em crise. Coisas extremamente simples não são comunicadas, gerando problemas, re-trabalhos e insatisfações em diversos setores. Quando digo comunicação, refiro-me à comunicação assertiva, efetiva: uma coisa ser dita, entendida e provocar o resultado que se espera. Isso é uma coisa singela (e que deveria ser o básico) mas por não ser praticado (e como seria praticado, se não há uma educação referente a isso?) gera insatisfações, frustrações, insubordinação, queda nos produtividade e por ai vai.

    Reply
  2. Vanessa Pereira Cirino Rodrigues

    Sobre a crise educacional…. Implicações pedagógicas ou administrativas no ambiente escolar precisam ser resolvidas e com boa gestão, prevenidas. O descontentamento observado pelos componentes de muitas comunidades escolares, mostra o despreparo de muitos gestores ao dirigir espaços educacionais. Em muitas escolas, nota- se um esforço grandioso em apenas e de modo impulsivo, solucionar problemas.Muitas são as consequências das decisões tomadas de forma rápida. Porém, quando há planejamento e organização, as possibilidades de alcançar o sucesso aumentam.

    Reply
  3. Altamir Lopes Post author

    Certamente, Márcio. Concordo claramente que a falta de interesse ( ou o interesse em não se preocupar ) com a Educação da inteligencia emocional das pessoas tem gerado colapsos nos relacionamentos. Enquanto perdurar o sistema iníquo de dominação e subordinação demonocrata tudo vai continuar com é. A crise, sob suas piores representações acaba por se tornar não somente parte, mas essencialmente uma espinha dorsal para a sustentação do sistema.

    Reply
  4. Altamir Lopes Post author

    Vanessa, costumo dizer que o sistema não desmoronou de vez por dois motivos e um deles é que ainda há pessoas tentando fazer o melhor possível, seja qual for sua área de atuação. De fato, esse comportamento profissional e íntegro é encontrado muitas vezes entre os profissionais do magistério. Infelizmente, a missão que carrega o docente dito licenciado apresenta-se, por vezes, pesada demais para os inúmeros despreparados, despreocupados e, na maioria das vezes desmotivados profissionais da educação. e quem ainda tem que assumir uma liderança num ambiente assim acaba por experimentar uma crise muito pior do que a ambiental – a crise interna. Tenho notado que a melhor forma de se lidar com tudo isso, no dia-a-dia é por começar a fazer uma releitura de si mesmo. Uma vez compreendendo claramente seus potenciais e limitações, as chances de se conseguir lidar com esses problemas de forma mais produtiva aumenta consideravelmente. A única dúvida que paira na mente do tenso professor, nesse ponto, é: Vale a pena?

    Reply

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *