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Seguro pra quem?

Por Lívia Nakaguma

Imagem retirada da internet

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Sobre o consumismo e as gangues da zona sul.

A cada novo fato no cenário de violência do Rio de Janeiro, algo de desconcertante aparece a olhos quase despidos de humanidade. A constante sensação de insegurança, terror e medo faz parte do cotidiano carioca de uma forma quase “normal”, não fosse o pânico presente nas cabeças abaixadas e andares apressados em chegar a algum lugar “seguro”.
Seguro pra quem? De maneira alguma esse artigo tem como intenção justificar qualquer tipo de violência com argumentos de injustiça ou insegurança, mas dizer do ser humano e de sua tendência destrutiva.
Desde os primeiros registros sobre a existência do convívio social entre pessoas, a humanidade é baseada no consumo tanto dos bens oferecidos pela natureza, como do que se poderia produzir a partir destes e das próprias habilidades humanas ou animais. Tudo se transformou em produto com valor de comércio, inclusive as pessoas.
Partindo desse pressuposto: “somos todos produtos”, a imagem da vida é constituída de acordo com o que se tem, o que se pode comprar ou o inverso. Sendo assim, os eventos de violência que acontecem na cidade do Rio de Janeiro e cidades vizinhas são divididos entre os que possuem mais ou menos bens materiais.
Por um lado, alguns dos que não possuem tantos bens materiais se sentem injustiçados e, por conta disso, acreditam no direito de tomar à força aquilo que outros têm e eles não. Eles o fazem por meio do terror e se apoderam através de armas e de uma violência sem limites. Por outro, alguns daqueles que possuem maior poder aquisitivo acreditam no direito de defesa e escolhem para isso uma violência sem limites.
A frase se repete de propósito! Para que possamos ver que o que determina a violência é uma escolha, que vem sustentada por justificativas diferentes, mas como mesmo objetivo: colocar em prática o que há de pior no ser humano.

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