Uninter – 1

Dançando a felicidade

Por Gizele Toledo

Morguefile

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Este ano tive o prazer de conhecer a biodanza, um método pedagógico-terapêutico desenvolvido, há 40 anos, pelo chileno Rolando Toro, psicólogo, antropólogo e poeta. A técnica visa desenvolver o potencial genético de cada pessoa, por cinco vertentes chamadas “linhas de vivência”.

Os cinco aspectos do ser humano a serem trabalhados na biodanza são: a vitalidade, a sexualidade, a criatividade, a afetividade e a transcendência. Trazemos o foco para a nossa força interna, para a nossa capacidade de sedução, para a expressão da nossa inventividade e da nossa sensibilidade. Despertamos a empatia pelo outro, tornando-nos capazes de enxergar no outro indivíduo uma parte de nós mesmos, o que nos remete à ideia de que estamos todos conectados, fazendo parte de uma mesma unidade cósmica.

A aula, que acontece uma vez por semana, começa com uma roda de conversa sobre as experiências e sensações produzidas no encontro anterior. Os alunos trocam informações sobre o que sentiram e contam os desdobramentos percebidos ao longo da semana, pois muitas vivências da aula reverberam por vários dias, quiçá pela vida inteira.

Em um segundo momento, música, dança e diversas propostas de interação entre os participantes são conduzidas pelo facilitador. Trata-se de um espaço para deixarmos tudo aquilo que nos prende e nos limita do lado de fora da sala. É um momento para nos soltarmos, da mesma forma que poderíamos fazer ao nos trancarmos num quarto escuro com uma música de que gostamos. É hora de nos revelar, sem medo. Não há coreografias ensaiadas, pois a proposta é nos deixar levar pela música, dançando não com regras, mas com a alma.

Fazemos um acordo de não julgamento e de liberarmos quem somos. Encontramos espaço para tirar as armaduras, deixar caírem as máscaras, descascar todas as camadas de proteção que criamos. De dentro de nós, começa a emanar o nosso verdadeiro eu, que se revela por meio das práticas propostas, chamadas de “vivências”.

Sentimentos há muito tempo adormecidos ressurgem. Bloqueios são liberados, traumas são revividos e há oportunidade para resolvê-los. Vamos ao encontro de quem realmente somos, por dentro das cascas que criamos para nos adaptarmos à vida em sociedade. Mergulhamos em nosso íntimo para desvendar, em caminhos profundos, a nossa autêntica essência, sem exigências nem juízos de valor.

Somos convidados ao toque, ao abraço, ao carinho, ao enlace… Somos livres para expressar a nossa afetividade. Reaprendemos a dar abraços mais profundos e a desfrutar desse encontro. Despertamos a nossa criança interior. Aprendemos a nos expressar integralmente como e quando temos vontade, sem filtros. Fazemos o caminho de volta à espontaneidade infantil.

Tem sido um grande aprendizado praticar a biodanza e eu me sinto muito generosa comigo mesma por me dar a oportunidade de me encontrar e de descobrir todo o meu potencial, por trás das couraças que criamos em nossa mente frente às adversidades e aos “nãos” da vida. Eu, que já sou muito aberta para o bem da vida, quero ser ainda mais leve, liberando espaço na minha bagagem para receber o novo.

E você? Já pensou em alguma forma de despertar o que há de melhor em você? Já descobriu como desvelar todo o seu potencial para ser feliz? Não se descuide de ter um encontro com a pessoa mais especial que você poderia encontrar na sua vida: você mesmo.

É você o principal responsável pelo sentido que você dá à sua existência. Encontrando o seu valor, o bem que há em você ressoa por todos ao seu entorno, melhorando um pouquinho mais o mundo. Se cada um cuidar do seu interior, o exterior refletirá tal mudança e estaremos mais perto de tornar o planeta inteiro mais saudável, feliz e próspero.

 

Gizele ToledoGizele Toledo é jornalista formada pela PUC-Rio, especialista em Jornalismo Cultural, pela Uerj, e em Docência do Ensino Superior, pela Ucam.  Apaixonada pela vida, atualmente mergulha nas descobertas a respeito da felicidade, inspirando-se nos conhecimentos de escritores como Eckhart Tolle e Louise Hay. Gizele Toledo escreve contos, poesias, artigos e é autora do blog www.gizeletoledo.blogspot.com, intitulado Mania de Ser Feliz. Atuou como apresentadora de TV, repórter, produtora, roteirista, mestre de cerimônia, assessora de comunicação social. Em sua trajetória, frequentou escolas de jazz, ballet, sapateado, canto coral, teatro, redação, entrevista, interpretação para TV, modelo, manequim, empreendedorismo, inglês, francês, espanhol, alemão e Língua Brasileira de Sinais. Gizele Toledo é colunista da Folha do Rio de Janeiro, produzindo textos e vídeos que trabalham a autoestima, elevam o ânimo e motivam, com dicas para uma vida mais satisfatória e feliz. Acompanhe o trabalho da autora aqui e também no blog www.gizeletoledo.blogspot.com, no Facebook www.facebook.com/gizeletoledo2, no Instagram @gizeletoledo e no canal “Gizele Toledo” do YouTube.

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