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Perdido em Marte

Por Daniel Romano

perdidomarte

Seis astronautas da Nasa estão em Marte e precisam partir emergencialmente por conta de uma tempestade severa. Durante a preparação para retornar ao planeta Terra, Mark Watney (Matt Damon) sofre um acidente, é dado como morto e fica em solo marciano. A questão é que o astronauta está vivo e precisa se virar sozinho, já que é o único cidadão em um planeta inteiro.

A trama é empolgante desde o início e trabalha com minuciosos detalhes para nos apresentar ao planeta vermelho. Temos que nos preparar para qualquer desfecho, com inúmeras possibilidades de algo dar errado. Um simples machucado na barriga se transforma em uma cena de embrulhar o estômago. Parece uma espécie de alerta de que muita coisa está por vir e de que aquilo é só o começo. A primeira impressão é de que ninguém está preparado para viver aquela realidade, nem o personagem e nem o público.

“Perdido em Marte” poderia ser “baseado em fatos reais”, só não é porque (obviamente) os fatos ainda não aconteceram. Mas a história é tão real que traz uma identificação bem próxima de nós. Parece que estamos de certa forma à beira de sermos capazes de fazer tudo que aparece no filme. E o desespero de um cara que acorda sozinho em um planeta inabitado e tendo de se virar para sobreviver ganha a nossa simpatia imediatamente. É impossível piscar os olhos, ficamos atentos em tudo e com tudo. O astronauta precisa fabricar comida e não consegue ter nenhuma previsão de quando (e se) será salvo. A trama traz uma combinação perfeita de serenidade com bom humor e aborda o estudo da ciência e da tecnologia com perfeição. Trata-se de um filme único e muito bem apresentado. Uma viagem ao espaço detalhadamente perigosa, angustiante e inesquecível.

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