Cinemark – 2

Relacionamento Corporativo: “Estou por um fio de demitir esse cara!”

Por Altamir Lopes

E agora? O que fazer? Deleto ou não quem não colabora?

E agora? O que fazer? Deleto ou não quem não colabora?

Gestor, proprietário de empresa ou chefe de equipes: já pensou na frase do título desse artigo? Conhece outro gerente que pensou dessa forma alguma vez? Pois bem, saiba que tudo indica que a aplicação do fired já passou pela cabeça de pelo menos 1 em cada 1 gerente que atua nesse louco mercado corporativo e, muitas vezes, lida com um funcionário que não funciona…

Lidar com chefes difíceis (se não leu sobre esse tema, leia o artigo anterior em nossa coluna, aqui no FolhaRJ) é algo que muitos acabam suportando e aprendendo a lidar por conta da necessidade de se manter no emprego. Por outro lado, a maioria dos que enfrentam a epopéia de liderar um ou mais funcionários sabotadores – aqueles que nada têm de “colaboradores” – estão com a caneta na mão e o caminho do DP para indicar ao aspirante a concorrente – e, pode ter certeza, muitos não hesitam em demitir. Mesmo!

Em minhas consultorias, nos últimos 20 anos, já encontrei gestores dispostos a gastar todo o seu português para tentar ajustar e ajudar um colaborador que não anda colaborando e lidei também com gerentes que se dispunham apenas a gastar duas palavras para “solucionar” o que ele considerava ser uma batata podre contaminante: ‘Manda embora’. E ponto…

A despeito da derradeira ação a ser tomada a respeito da vida corporativa do “desfuncionário”, até que se resolva a questão, há muito a se considerar e mais uma vez o diálogo, o respeito e a maturidade continuam sendo o tripé essencial para regular a relação patrão-empregado.

E como cada caso é um caso (ou descaso), vou dizer o que farei para que eu consiga ajudar – pelo menos um pouquinho – o malfadado líder que tem na sua conta a negatividade alheia de um colaborador de problemas. \Vou deixar registradas algumas perguntas para você pensar, antes de tomar qualquer ação drástica.

  • O funcionário SEMPRE demonstrou esse comportamento negativo? Qual é o histórico dele? De que formas ele contribui/contribuiu para a empresa?
  • O funcionário é um desafeto SEU ou de algum dos seus AMIGOS? Acha que o seu julgamento está sendo afetado por questões puramente emocionais?
  • O funcionário mina a sua autoridade diante de outros?
  • Como VOCÊ fica/ficou sabendo do comportamento negativo dele? É realmente verdade o que chegou aos seus olhos/ouvidos?
  • O funcionário cumpre as normas e o código de ética da empresa?
  • O funcionário está cometendo REALMENTE uma infração?
  • Você tem poder PLENO para ajudá-lo?
  • Você tem poder PLENO para demiti-lo?
  • O funcionário se apoia nas “costas quentes” de outros para fazer o que desejar na empresa?
  • O funcionário está num cargo ou função essencial ou possui um conhecimento difícil de ser multiplicado, fazendo com que ele seja quase insubstituível?

As perguntas lhe ajudaram?

Talvez sim, talvez não. Sabe por quê?

Provavelmente porque as respostas para as perguntas acima vão, na realidade, PIORAR ou ENFATIZAR sua catastrófica situação.

Assim, se você realmente quiser mais ajuda, deixe o seu comentário aqui na coluna! Pode ter certeza que eu vou dar o feedback e juntos conseguiremos encontrar as melhores soluções para uma situação que só traz problemas. Se preferir, poderá escrever para altamirlopes@folharj.com.br, e contar o seu caso. Tenho certeza que termos uma ótima conversa!

E se você tiver uma dúvida, crítica ou sugestão a respeito desse ou de outros artigos, pode escrever também! Será uma honra receber sua mensagem!

Grande abraço!

2 thoughts on “Relacionamento Corporativo: “Estou por um fio de demitir esse cara!”

    • Altamir Lopes Post author

      Eu que agradeço pela leitura do artigo e pelo comentário.
      O relacionamento corporativo deve ser pautado numa mao-dupla de direitos e deveres. Enquanto a situação dessa relação estiver equitativa, geralmente as coisas irão relativamente bem. Não há espaço para seguir com uma relação que difira de um ambiente exclusivamente profissional.
      Grande abraço!

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