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O que vocês estão esperando para ir a Chicago?

Por Carol Pires

Reprodução Internet

Foto: Reprodução/Internet

Estou ensaiando escrever sobre Chicago desde o começo de minha saga como colunista da Folha do RJ. Mas são tantas as atrações que caracterizam a capital de Illinois, que nunca sei sobre o que exatamente escrever. Sobre a culinária da cidade, que é uma das melhores, senão a melhor, dos EUA? Sobre a sua arquitetura maravilhosa e de como e por qual motivo ela foi projetada? Sobre como a metrópole é limpa, organizada e tão lindamente americana?

Pois é, dada a multiplicidade de opções de Chicago, acaba que eu não sei o que, especificamente, abordar em meu texto a respeito da cidade. Ainda assim, vou tentar convencê-los a visitar Chicago, nem que seja por uma única vez na vida. Porque, acreditem, vai valer tanto a pena, mas tanto a pena, que vocês, assim como eu, não vão saber como falar dela sem terminar com aquele já batido “tem que ir”, frase clássica que sai da boca de todos os que voltam de uma viagem perfeita.

Estão vendo? Eu tô aqui falando, falando e não tô dizendo absolutamente nada. Vamos lá… Como vocês podem perceber, eu amo Chicago. Gosto de falar que a cidade é o paraíso que os brasileiros ainda não conhecem ou, ainda, que Chicago tem aquilo que falta em Nova York (e não me levem a mal, eu sou completamente apaixonada pela city of blinding lights!!!).

Comecemos pela história, então, que é pra lá de interessante, porém bastante triste. Já ouviram falar do grande incêndio de Chicago de 1871? A tragédia ocorreu mais ou menos assim: dizem que uma vaca derrubou um lampião e foi aí que o fogo todo começou, se espalhando pelas palhas e tomando, em seguida, o celeiro de uma fazenda, até se expandir e quase destruir a cidade toda. Uma vez que, na época, Chicago era o maior depósito de madeira do mundo, o incêndio cresceu de modo muito rápido – e fatal. Mais de 17 mil edifícios foram destruídos e 100 mil pessoas ficaram desabrigadas, além de terem sido computadas as mortes de mais de 290 pessoas.

O mais curioso é que vários estados da região Meio-Oeste dos EUA sofreram incêndios naquela mesmíssima noite e nenhuma causa foi descoberta para essa “coincidência”. Muitos sobreviventes do ocorrido disseram ter visto uma chama muito forte descendo do céu, fazendo com que o fenômeno ficasse conhecido como “furacão de fogo”. Teorias afirmam que o fogo realmente veio do céu, tudo por conta da cauda de um cometa, e que a seca daquele outono contribuiu para o desastre.

Enfim, se o incêndio de Chicago foi causado por uma vaca, nunca saberemos. Mas é fato que a cidade virou uma bagunça. A fim de (re)construí-la, foram chamados os melhores e mais renomados engenheiros e arquitetos de então. A partir daí, algumas das maiores belezas urbanas norte-americanas foram criadas e Chicago foi ressuscitada nos moldes que a conhecemos hoje, com seus famosos arranha-céus. Legal, né? Da ruína à glória!

A cidade, que é a terceira mais populosa dos EUA, é conhecida como “windy city”, afinal, lá venta muito… Sim, taí um pontinho (bem “inho”) negativo sobre Chicago: o inverno de lá é do nível “respirou, congelou”. Bom, mas lá tem praia (VIVA!) e fica a praticamente 15 minutos de qualquer lugar em que você possa estar. Viu?! É só não ir no inverno que ainda rola uma praiana.

E quanto ao povo de Chicago? A metrópole conta com um mix populacional muito bacana, um misto cosmopolitano de Nova York com a sutileza do Meio-Oeste, o que faz com que o ambiente urbano seja perpassado por um estilo fashion-chique-country. Consegue conceber?

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É preciso que se diga algumas palavrinhas sobre o rio que cruza a cidade. Invejosos dirão que aquela cor tão verde, tão linda, só pode ser causada por algum produto artificial que colocam nas águas, alguma espécie de homenagem a St. Patrick, algo assim. Não sei de nada disso, não. Só sei que é tudo de uma beleza espantosa.

Ahhhhh Chicago, como não te amar? Como não amar o lugar do nascimento da Playboy, do Michael Jordan, do Barack Obama, da deep-dish pizza (se não souberem do que estou falando, pesquisem! Vale a pena!), dos museus maravilhosos e que conta ainda com a beleza arquitetônica inspirada em Gotham, do Batman?

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Aliás, falando em arquitetura, não deixem de visitar o “The Bean”, minha obra favorita de Anish Kapoor, que fica no Millenium Park. Liiiiiiiiiindo! A dica é visitar o local bem cedinho, assim você pode tirar fotos bem legais pro insta (hehe #chitown #chicagram #thebean) sem que a turistada esteja toda por lá. Aproveitem e passem na Michigan Avenue para almoçar, ou jantar, no Michael Jordan’s Grill, porque né… Chicago/Bulls/Michael Jordan tem tudo a ver, e a comida é bem boa. Ah, não se esqueçam de ir ao Navy Pier, é sempre uma grande surpresa. Assim como toda Chicago!

 

Sério, o que vocês estão esperando?

Corram para a Windy City!

“TEM QUE IR”!

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