Uninter – 1

Maze Runner: Prova de Fogo

Por Daniel Romano

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Um grupo de adolescentes que são imunes a uma doença são administrados por uma organização de estudiosos, a CRUEL, que luta a qualquer custo para perpetuar essa raridade. Thomas, Teresa, Minho e outros jovens estão diante de vários perigos mortais. Eles escapam dos cientistas que os aprisionam e precisam sobreviver à travessia no deserto. O filme se divide em várias etapas, e logo depois da fuga os jovens precisam lidar com zumbis, rebeldes e até uma tempestade de raios que parece especificamente destinada a eles. Tudo e todos estão contra os garotos, tornando a trama bastante previsível.

As cenas gravadas com claridade e clareza nas paisagens mostram uma fotografia bacana, mas o problema é que a maioria das imagens são muito escuras. Essa falta de iluminação prejudica um pouco, já que a fuga dos meninos sempre traz rapidez nas cenas. A impressão que eu tive foi que essa pouca luminosidade parecia proposital, como forma de esconder os (d)efeitos especiais. Salvo somente a tempestade de raios.

A ação é acelerada de uma forma que peca pelo excesso. Piscou? Já foi. Mas isso nem é de fato um problemão, já que é bem fácil entender tudo. Cada fase em que a garotada está em perigo traz início, meio e fim. São vários desfechos, como se fossem pequenos episódios dentro de um mesmo filme. Prova de Fogo é o segundo filme da trilogia Maze Runner. Trata-se de um blockbuster razoável, que não apresenta muito desenvolvimento. O terceiro Maze Runner, que está por vir, pode representar o ápice desta franquia, trazendo a vingança como foco. As fugas (e somente elas) cansaram. Está na hora de mudar o andamento desta história e desenvolver melhor os temas. A intervenção da ciência na natureza precisa ganhar mais força. Mostrar belas roupas brancas em uma vilã médica não a torna mais interessante.

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