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MENOS é mais?

Por Tamyres Ribeiro

 

Residência Farnsworth, Estados Unidos. Por Miss Van der Roder

Residência Farnsworth, Estados Unidos. Por Mies van der Rohe

A arquitetura passou por muitas transformações até que chegou na Era Modernista de sua história. O século XX entrou com força total, quando o mundo suspirava por inovação. Foi um momento de muitas conquistas, apesar de ter sido uma época rodeada por várias revoltas e guerras. A evolução do meio de comunicação, do transporte, da produção em série e da medicina, foram os focos deste século.

Como tudo que acontece no mundo influencia a Arquitetura, essa fase não poderia ser diferente. O mundo estava  se tornando mais racional, as necessidades aumentavam constantemente e os serviços tinham que ser atingidos com mais eficiência e agilidade. O tempo se tornava dinheiro. Antes da Era Modernista, os arquitetos tinham como foco o elemento chamado Ornamento. Já pelo nome, consegue-se imaginar que é algo decorativo. Eles usavam e abusavam dos detalhes nas fachadas e nos interiores das edificações. Mas como o meio influencia a Arquitetura, o mundo racional eliminou todos esses traçados “exagerados”. A tendência Modernista pedia edifícios com linhas retas e ambientes funcionais. Como a palavra chave era objetividade, tinha que se projetar o necessário para atender o que fosse preciso.

Entre os grandes nomes do modernismo, destacou-se Miss Van Der Rohe, um arquiteto alemão naturalizado americano. Com ele surgiu uma das frases mais conhecidas no meio da Arquitetura, que não só inspirou arquitetos do mundo inteiro  como também ultrapassou as fronteiras da arquitetura atingindo  pessoas que passaram a utilizar esta frase como um estilo de vida. Na verdade, trata-se de um pensamento formado: ‘’LESS IS MORE’’ ou ‘’MENOS É MAIS‘’. Este é o movimento da Arquitetura chamado de Minimalismo que busca destacar o objeto para torná-lo único. Os arquitetos não tinham como propósito diminuir a quantidade de elementos decorativos, a intenção era ressaltar as formas concretas, fazer com que o observador admirasse o resultado da configuração de suas partes. O desenho de forma suave retratava a valorização da funcionalidade.

Esse movimento se estende até hoje. Muitos arquitetos ainda seguem esta linha mais leve, dando destaque para o design. Cada vez mais os grandes artistas da Arquitetura estão focados em deixar sua marca no traçado de uma forma ÚNICA.

                                                                         

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