Cinemark – 2

Recrutamento e Seleção: Pula, dança, corre, grita…Para que fazer dinâmica de grupo?

Por Altamir Lopes

"O que esperam realmente de mim nessa tal de Dinâmica de Grupo?"

“O que esperam realmente de mim nessa tal de Dinâmica de Grupo?”

Currículo impecável? Ok.

Entrevista sem atropelos? Ok.

Desempenho na dinâmica de grupo: Aí que o negócio empaca!

 

Alvos de controvérsia entre os candidatos e fonte paradoxal de tensão e prazer para quem as aplicam, as DINÂMICAS DE GRUPO utilizadas em processos de R&S são amplamente praticadas nas corporações e fazem o dia de cada candidato parecer mais belo ou mais terrível na busca incansável para se conseguir uma vaga de emprego. “Meu Deus, quem inventou isso não tinha o que fazer, não?”- Alguns desesperadamente perguntam…

Calminha aí, meu amigo candidato! Vamos conversar um pouco sobre esse dinâmico assunto e ao final desse artigo, quem sabe você ficará ansioso para encontrar um recrutador sedento de dinâmicas?

E para você, recrutador…que tal repensar a forma e o conteúdo do que aplica nesse momento único de reconhecimento de perfis? Talvez perceberá que as dinâmicas aplicadas a outros podem beneficiar tanto a você mesmo, como facilitador, quanto aos seus ansiosos amigos candidatos!

Para começar, pensem no seguinte: A Administração moderna tem status de CIÊNCIA. E como tal, deve ser tratada assim. Observe: quando um cientista faz estudos e pesquisas sobre um determinado assunto, ele segue regras de segurança e procedimentos bem abalizados para chegarem a uma conclusão a respeito do que precisa comprovar ou reconhecer. Deve-se tomar cuidado para que não se apliquem de forma leviana e aventureira quaisquer princípios que coloquem em risco a integridade e confiabilidade do que se estuda e a credibilidade do próprio cientista.

Da mesma forma, os procedimentos e aplicações na área de gestão e administração devem ser aplicados de forma profissional, contundente e alicerçados em conceitos bem fundamentados, sempre respeitando as regras e conceitos científicos já bem sedimentados. E isso se aplica nos processos de R&S, incluindo as dinâmicas de grupo, alvo do nosso artigo de hoje.

Isso significa que quem aplica – Gestor de RH, Psicólogo ou Pedagogo – todos graduados e preparados para essa missão, devem deixar de lado suas vaidades, tendências a parcialidade, preconceitos, descompensações emocionais e acima de tudo, as suas próprias frustrações pessoais para atuarem de maneira contundente e objetiva nesse importantíssimo momento de análise científico do candidato. Caso esses profissionais não estejam bem seguros e preparados para aplicarem tais dinâmicas, estes colocarão em risco as suas posições, a sua empresa, as suas carreiras e acima de tudo o bem-estar emocional do nosso amigo candidato. Sentiram a pressão do negócio?

Um lembrete importante para os gestores: O advento da internet deixa a disposição dezenas, centenas, milhares de modelos de dinâmicas de grupo. Se você acha que basta encontrar uma dinâmica “legalzinha” e utilizá-la no seu próximo processo de R&S, pode aproveitar também para tentar encontrar um bom advogado que queira defendê-lo na possível ação que provavelmente você sofrerá por exercício incorreto dessa atividade. Acredite: Aplicar dinâmica de grupo de forma amadora é tão arriscado quanto a tentar dirigir um veículo sem estar devidamente habilitado.

Por outro lado, os candidatos que levam o processo na “brincadeira”, tentam se destacar demais ou apresentam-se mais insípidos que puderem durante a dinâmica e, pior de tudo: fingem ser uma pessoa que não são…podem acreditar: Serão descobertos nessas falhas! Aliás, um dos motivos de se aplicarem dinâmicas de grupo é exatamente para isso: Revelar a pessoa que você está tentando esconder e não a que você quer deixar evidenciada!

E podem acreditar: uma dinâmica de grupo bem aplicada pode contribuir muito para o desenvolvimento profissional de todos os envolvidos. Portanto, Recrutador: Dê feedback. Candidato: Exija Feedback. E sobre isso, o Feedback, nós conversaremos no próximo artigo!

Tem alguma dúvida, crítica ou sugestão? Envia para altamirlopes@folharj.com.br e participe na criação de novos temas!

Altamir Lopes

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