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5 “mitos e verdades” sobre a experiência de estudar inglês nos Estados Unidos

Por Carol Pires

Reprodução Internet

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Várias pessoas me falam da vontade que elas têm de realizar um intercâmbio para fora do país. Contudo, muitos e diferentes motivos funcionam como desculpas entraves para que esse sonho não se concretize. Entre os fatores repetidamente apresentados, estão aqueles relacionados a dinheiro (Ei dólar, vem aqui, vamos conversar… ), coragem, tempo, moradia…

Se você me acompanha no Instagram (ainda não segue? Pois então siga lá: bycarolpires), com certeza viu que esta que vos fala já fez muitos intercâmbios nos Estados Unidos. Indico essa experiência a todos que puderem e a acho extremamente válida, mas sempre levando em consideração o local e o curso escolhido.

Tá com dúvida? Tá confuso? Com medo talvez? Vem comigo que eu te conto, sem papas na língua, 5 mitos e verdades sobre um intercâmbio.

1- “DÁ PARA APRENDER INGLÊS MESMO” VERDADE.

Você irá aprender a língua, isso eu te garanto. Sabe porquê? Os cursos, em sua ampla maioria, são ótimos: os professores fazem com que as aulas sejam verdadeiros laboratórios para a prática do idioma; há muitos (e extenuantes) deveres de casa; os coordenadores das escolas não costumam ser tolerante com faltas, além de haver diversos passeios em grupo nos quais você se vê na necessidade de falar em inglês. Nesse momento, acho que já deu para perceber que você vai aprender o idioma. Agora, se você vai absorver, daí são outros quinhentos. Independentemente do tempo de duração do curso e do seu nível de inglês, você tem que praticar! A prática é a única forma de você absorver o que aprendeu em sala de aula. Do contrário, sabe o que vai acontecer? O inglês vai desaparecer na medida em que você pisar em solo brasileiro. Acredite, a gente esquece (digo por experiência própria). Eu, você, todo mundo… Acontece, gente! Pratiquem e pratiquem sem vergonha de errar.

2- “PRECISA JÁ TER UMA NOÇÃO DA LÍNGUA” VERDADE.

Apesar da maioria por aí dizer que não, que o curso dá todo o suporte para iniciantes (e dá!), eu não indico que você, caríssimo leitor ou leitora, vá morar fora do país sem saber o básico da língua. É bom ter aquela noção do idioma que lhe possibilita se virar em terras estrangeiras. Seja na entrevista da imigração, seja para pegar a locomoção ao sair do aeroporto, seja simplesmente para poder se virar em restaurantes, farmácias, lojas e possíveis emergências, sempre é bom ter uma noção da língua, sim.

Em uma de minhas viagens pelos Estados Unidos, conheci uma garota que chegou ao país sem saber falar absolutamente nada de inglês. Resultado: ela simplesmente entrou em uma quase depressão em plena Nova York. A menina só saía do seu quarto para ir à escola. Não desfrutava da cidade pois tinha receio de acabar passando por constrangimentos caso precisasse conversar com alguém. Para piorar a situação, o aquecedor do quarto dela pifou e ela ficou no frio porque não sabia pedir ajuda. Triste, né? Então, para evitar perrengues como esse, dê uma estudadinha antes, o básico mesmo, para se virar. Não se preocupe, se você souber o básico da língua, os gringos vão conseguir lhe entender (ainda que você precise fazer uso de umas mímicas aqui ou acolá no meio da conversa). O principal, o núcleo duro do idioma, você vai aprender no curso.

3- “NÃO VOU ANDAR COM BRASILEIROS PARA NÃO FALAR EM PORTUGUÊS” MITO BRABO.

Você pode até querer isso, acho que é o que todo brasileiro espera quando vai estudar fora, mas, amigo, vem cá, deixa eu te contar um segredo: você não vai conseguir! Brasileiros se atraem, é igual imã. Quando você percebe, já está entre cariocas, paulistas, baianos e gaúchos. Só a gente se entende. A gente consegue até compreender o inglês errado do outro! Temos um jeito próprio, uma animação ímpar (os latinos em si são bem animados). Desculpa se te decepcionei, mas preciso contar a verdade. Você vai fazer muitas amizades com asiáticos, árabes, latinos, europeus, mas vai colar com os brasileiros. Uma dica? Coloque algum gringo no meio do grupo. Assim, quando a nossa querida língua portuguesa começar a rolar solta, você vai ficar com pena daquele pobre coitado que está boiando no meio da conversa. Solução para resgatar o gringo: voltar a falar em inglês. Pronto, todos felizes.

4- “CASA DE FAMÍLIA É MELHOR, NÉ?!” DEPENDE.

Essa é a pergunta que sempre me fazem e que eu nunca sei responder direito. Depende da sorte, sabe? Da sorte da casa não ser muito afastada do centro, da família ser receptiva e conversar com você, da habitação ter uma estrutura boa. Sorte, gente, fazer o quê?

“Ah, Carol, mas o que você costuma ver nas suas andaças por aí?” Bom, eu vejo que as pessoas aceitam essa opção de casa de família ou porque é uma alternativa mais barata ou porque querem praticar inglês com os americanos da residência. A questão é que as moradias costumam ser bem afastadas do curso, do centro, da onde as coisas realmente funcionam. Dessa forma, os estudantes acabam gastando muito tempo e dinheiro para se locomover. Além do mais, muitos amigos que ficaram em casa de família relataram que quase não viam os moradores. Ou seja, para conversar, só se for com as paredes.

Eu, particularmente, nunca quis essa opção (#medo), sempre preferi as residências estudantis ou hotéis. Mas como eu disse antes, tudo é questão de sorte.

5- “VALE A PENA” VERDADE VERDADEIRA.

Além de aprender um novo idioma, o intercâmbio te proporciona viver uma outra cultura e conhecer costumes e pessoas dos mais diversos lugares do mundo. Somente a oportunidade de morar em outro país te permite vivenciar essa experiência maravilhosa. Não é só diversão, mas também tem muito dela. Vale cada minuto vivido! Não importa se você tem 20, 30, 40, 50 anos, vá em frente. Você irá encontrar pessoas de todas as idades e programas para todo tipo de gosto.

Desencane e aproveite, por você e por mim!

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