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Concorrência: Quem sai ganhando?

Por Elias Houaiss

Foto: Reprodução/Internet

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Vamos supor que você seja o dono do único mercado do país onde você mora. Sua vida é tranquila, você cobra o quanto quer por seus produtos, seus funcionários não recebem nenhum tipo de treinamento, suas instalações estão precárias etc. Mas quem liga? As pessoas precisam fazer compras e o único mercado no país é seu, sendo bom ou não elas terão que ir até você! Até que um certo dia, um mercado estrangeiro resolve começar a atuar em seu país. Produtos de melhor qualidade com preços mais baixos, funcionários educados e bem treinados, instalações novas e com manutenção adequada, entre outros atributos. O que aconteceria? O que você faria? Melhoraria para recuperar seus clientes? Reclamaria com o governo do seu país? Choraria?

Pois bem, por mais simples e boba que esta pequena história seja, ela retrata um cenário que ainda ocorre em diversas partes do mundo. Empresas já estabelecidas em um determinado mercado que acabam sofrendo com um novo entrante que oferece um serviço melhor para o cliente. Vamos citar como exemplo o aplicativo Uber. É um aplicativo no qual o usuário pode utilizar o serviço de transporte de um motorista particular e em troca paga pela “corrida” um valor um pouco menor do que o de uma corrida de táxi. Os diferenciais do Uber são que o aplicativo conta com carros mais novos e melhores e com motoristas mais “preocupados” em agradar o cliente (alguns até oferecem água e perguntam se a temperatura do ar e a música estão agradando). Obviamente, esta novidade não está agradando os bons e velhos taxistas ao redor do mundo, que estão realizando diversos tipos de protestos, entrando com ações na justiça e até utilizando de violência para inibir a utilização do Uber.

Não vamos entrar na discussão de quem está certo ou errado nessa briga, apenas citei o caso Uber X Taxistas como exemplo, assim como poderia ter utilizado o caso das Locadoras de Filmes X Netflix ou o das Operadoras de Telefonia X Pager. O ponto onde quero chegar é o seguinte: quem sai ganhando nessa história?

Vamos responder esta pergunta por eliminação. A empresa antiga perderá participação de mercado (logo perderá lucro), terá que investir em estrutura para se tornar competitiva etc. Essa não ganha. A empresa nova, investiu para romper as barreiras de entrada do novo mercado, está investindo para conquistar o novo cliente e, ainda, corre o risco de não dar certo e, consequentemente, não recuperar o investimento feito, saindo no prejuízo. Essa, de início, também não ganha. O cliente, por sua vez, tinha um determinado produto e passou a ter a opção de outro, possivelmente melhor e/ou mais barato, terá liberdade de escolha, ficará mais satisfeito etc. Esse é o verdadeiro vencedor da história.

Obviamente, existem diversos outros fatores que podem mudar o rumo deste história, mas não vamos entrar em detalhes. O objetivo hoje é fazer com que vocês, com olhar empreendedor, reflitam caso estejam planejando lançar um novo produto ou serviço no mercado se, de fato, esse produto, irá satisfazer as expectativas do seu público alvo e como ele mudará o mercado e, com olhar consumidor, quais vantagens você espera que um novo produto traga para você. Agindo assim, a chance de vencer é muito maior. Se o consumidor ganha com isso, por que não ganhar junto com ele?

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