Hinode – 1

A moda da consciência verde

Por Tamyres Ribeiro

Foto: Reprodução Internet

Foto:Reprodução/Internet

O mundo está em CRISE! Crise politica, crise econômica, crise ambiental, crise existencial. Dinheiro foi sendo roubado, o mercado foi aumentando os preços, a inflação já é realidade, prédios foram sendo construídos, o verde foi acabando e o ar puro acabando.

Como tudo na vida tem um lado bom, essa crise, por incrível que pareça, também possui o seu lado. Estar em crise pode ser o ápice de uma situação insustentável, gerando mudanças não desejadas; no entanto, quando acontece algo que não se deseja, a primeira atitude que se desenvolve no ser humano é a tentativa de reverter a situação. Isso faz com que ele saia de sua zona de conforto e comece a pensar em soluções que possam modificar o quadro.

A construção desordenada em grande escala, desprezando a preservação ambiental, foi limitando as áreas verdes e influenciando o efeito estufa. Mudanças climáticas começaram a surgir e o que havia sido construído pelo homem tem sido derrubado pela força da natureza.

A solução que os arquitetos apresentam para sanar este problema é desenvolvida em projetos que trazem a vegetação como ponto principal. As fachadas criaram jardins verticais, os tetos se tornaram verdes, as varandas começaram a ter vida e os átrios da arquitetura grega e romana voltaram inspirar os arquitetos como forma de iluminar, ventilar e fixar novas plantações.

Artigo arquitetura - teto verde2 Artigo arquitetura - teto verde

Alguns governos vêm incentivando a inserção de áreas verdes nas edificações para reduzir a poluição, aumentar a biodiversidade no local e melhorar o conforto térmico. Em Buenos Aires, na Argentina, o governo sancionou a lei que reduz em 20% o custo do ABL, que no Brasil equivale ao IPTU, para o edifício que aderir o ‘’teto verde’’ em sua cobertura. Em São Paulo também há um projeto de lei de incentivo à inserção do telhado verde e de jardim vertical como forma de compensação ambiental. Essa é a oportunidade que a arquitetura tem de criar espaços para retornar com a biodiversidade em ambientes massificados, como os grandes centros urbanos.

 

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